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Cristas diz que buscas a Centeno prejudicam imagem externa

MANUEL ARAÚJO/LUSA

No arranque das jornadas parlamentares do CDS, Assunção Cristas reagiu a duas notícias que envolvem o ministro das Finanças: o polémico caso dos bilhetes do Benfica e os dados do investimento de 2017, os quais resultam numa “nota muito negativa” para Centeno

"Impactos positivos não terão." Foi assim que Assunção Cristas, presidente do CDS, comentou a notícia de que a PGR fez buscas ao Ministério das Finanças na sequência do caso dos bilhetes do Benfica. Cristas procurou fugir do assunto, limitando-se a responder à pergunta sobre os impactos além-fronteiras deste caso. A mensagem principal que a centrista queria passar era de que há motivos para censurar Centeno, independentemente desta polémica: "Hoje o ministro das Finanças merece uma nota muito negativa".

A líder do CDS referia-se a uma notícia do jornal Eco que dá esta segunda-feira conta de que o aumento do investimento ficou muito aquém – mais precisamente 850 milhões – do que o Governo prometeu, estando hoje abaixo do nível de 2015.

"Infelizmente, o CDS teve razão há um ano quando sinalizou no OE que o investimento ia ser o sitio onde o Governo esconderia a sua austeridade", criticou a líder do CDS. "O tempo encarrega-se de ir repondo a verdade".

Em declarações aos jornalistas na primeira manhã de jornadas parlamentares do CDS, durante uma visita ao Porto de Setúbal, a centrista recusou comentar "casos e investigações", limitando-se a "avaliações políticas" : "O Governo e o ministro faltaram à sua palavra e procuraram enganar os portugueses".

Críticas a quem “faz da Autoeuropa palco de disputas partidárias”

Aproveitando o cenário e o tema das jornadas, hoje dedicadas ao investimento, Cristas ainda teve tempo de falar da Autoeuropa, criticando "aqueles que fazem [da empresa] palco de disputas partidárias e de sindicatos". "o país deve empenhar-se para que a Autoeuropa continue em Portugal. Toda a economia da região e do país está em causa", frisou, sublinhando que "quem tem de saber se é preciso trabalhar aos sábados é a empresa", mas garantindo "respeito e condições para os trabalhadores".