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PS recusa “novos aliados” mas espera “interlocutores válidos” no PSD

ANTÓNIO COTRIM / Lusa

Líder parlamentar dos socialistas, em visita a alguns dos concelhos afetados pelos incêndios no verão, diz esperar que nova liderança do PSD permita acelerar projetos em discussão na Assembleia da República, nomeadamente no plano da descentralização

O Presidente e líder parlamentar do PS, Carlos César, reiterou esta segunda-feira à tarde que a eleição de Rui Rio para a liderança do PSD pode reabrir portas para a negociação de vários dossiês em aberto. Mas rejeitou a ideia de alianças entre os dois partidos.

"Não precisamos de ter novos aliados, mas precisamos de ter todos os interlocutores. Volvido este período em que o PSD foi um pouco terra de ninguém, aquilo que esperamos é interlocutores válidos", diz Carlos César, defendendo que existem agora "condições" para avançar em dossiês como a descentralização, de forma a combater a desertificação do interior.

As declarações foram feitas após visitas de uma delegação de deputados socialistas a uma casa e a uma empresa totalmente destruídas pelos incêndios de 15 de outubro e a um agricultor com prejuízos irrecuperáveis na ordem dos 25 mil euros.

"Fizemos estas visitas para acompanhar no terreno a forma como tem decorrido o processo de reabilitação dos incêndios. Temos procurado estar junto das pessoas, das empresas e das situações que ainda carecem de uma resolução definitiva ou de perspetiva de resolução. Não é uma visita para fazer propaganda do Governo, mas também não é para desestimular esperanças", resumiu César.

Nos incêndios de 15 de outubro, segundo os dados avançados por Carlos César, foram afetadas 1500 habitações, das quais 300 já estão reabilitadas e 250 em reabilitação. Entre os agricultores afetados há já 21 mil com apoios. A reabilitação da atividade económica e empresarial levou já à atribuição de 27 milhões de euros em apoios.

As jornadas parlamentares do PS decorrem no distrito de Coimbra até terça-feira.