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Política

PCP diz que Bloco Central visa “retomar  o rumo da liquidação de direitos”

Nuno Botelho

Jerónimo de Sousa defende, no final da reunião do Comité Central do PCP, que “noutras circunstâncias” o atual Governo do PS não teria tomado “as medidas que se traduziram em avanços” para os cidadãos e que “tiveram o papel decisivo do PCP”

O PCP defende que uma eventual aproximação entre PS e PSD na sequência da eleição de Rui Rio para a presidência dos sociais democratas seria um retrocesso face aos "avanços" que o país já teve na atual legislatura.

Numa conferência de imprensa após a reunião deste domingo do Comité Central do partido, Jerónimo Sousa deixou o "alerta" para o "desenvolvimento de projectos reaccionários que, quer a partir das forças do grande capital e dos sectores políticos a elas associados no PSD, no CDS mas também no interior do PS, quer com recurso à criação e promoção de soluções populistas ou à retoma formal ou informal do chamado Bloco Central, visam intensificar a exploração e retomar o rumo de liquidação de direitos".

Depois de recordar que as eleições legislativas decidem "não a escolha de um primeiro-ministro, mas sim a eleição de deputados e da sua distribuição na Assembleia da República", Jerónimo de Sousa insistiu no apelo para "o reforço do PCP" nas eleições de 2019, de forma a combater os "projetos reaccionários do PSD, CDS e também do PS".

"O PCP teve um papel decisivo em todas as medidas que se traduziram em avanços. Noutras circunstâncias, o Governo PS não as tomaria, como antes não tomou, para assegurar a defesa e valorização dos direitos do povo", defendeu o secretário-geral do PCP, sublinhando que a "rutura com as políticas de direita, seja por ação do PSD e do CDS, seja por ação do PS sozinho ou não" só será alcançada "com o reforço do PCP".