Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Santana: “Desta vez não vou conquistar o poder pelas mãos de uma pessoa”

A sua curta experiência como primeiro-ministro foi abordada pelo candidato à liderança do PSD na entrevista que deu esta terça-feira à noite à SIC. Santana Lopes voltou a demarcar-se de Rui Rio, adversário que acusa de estar demasiado próximo do PS

Pedro Santana Lopes referiu-se ao curto período em que foi primeiro-ministro - após ter sucedido a Durão Barroso e até ter sido destituído pelo então Presidente Jorge Sampaio – na entrevista que concedeu à SIC, manifestando a sua convição de que irá ser eleito para a liderança do PSD e posteriormente vencer as eleições legislativas. “Desta vez não vou conquistar o poder pelas mãos de uma pessoa”, afirmou.

“Olhem para as minhas obras, não para as minhas palavras. Quando tive tempo para estar nas funções fiz muita obra”, “acha que algum Governo pode ser julgado ao fim de quatro meses?”, acrescentou, referindo-se ao período, entre 2004 e 2005, em que chefiou o Governo.

Santana Lopes voltou a procurar demarcar-se do seu adversário Rui Rio, que acusa de estar próximo do atual primeiro-ministro António Costa, defendendo que consigo o PSD será uma “alternativa” e não uma “muleta” do PS: “o PPD-PSD como muleta do PS iria desaparecer. Os militantes do meu partido querem é o PPD/PSD como alternativa”.

O candidato rejeitou a hipótese de qualquer acordo com o PS, enquanto o partido for liderado por Costa, afirmando que partidodeveria pedir desculpa aos portugueses por Costa ter “governado sem ter ganho as eleições”.

Quanto às suas opções políticas, afirmou que “nós não podemos consolidar o orçamento só pelo lado da despesa, nós temos que criar rendimento”, ao mesmo tempo que considerou que o país precisa de aumentos salariais “como pão para a boca”, mas que estes terão de estar associados ao aumento da produtividade. “Eu defendo que o equilíbrio orçamental seja alcançado muito pelo crescimento, também com controle da despesa”, disse.

“Quero provar que tenho melhores propostas, nomeadamente na inovação e na investigação”, referiu depois, defendendo a ligação dos “centros de investigação às empresas”.

Santana Lopes defendeu também uma descida da carga fiscal, nomeadamente do IRC, comparando com os impostos mais baixos existentes noutros países europeus. “Baixar a carga fiscal pode trazer e traz seguramente mais receitas”, afirmou.

Referindo-se às áreas da Saúde e do Ensino, falou a favor de sistemas mistos com instituições públicas e privadas, dizendo que não vai “deixar continuar a atacar-se o ensino privado” e a “achar-se que o Serviço Nacional de Saúde só pode ser o serviço público”.

  • Santana Lopes: “Eu venho para mudar”

    O candidato à liderança do PSD Pedro Santana Lopes foi esta terça-feira entrevistado em direto no Jornal da Noite. Santana diz estar “em condições de disputar as próximas eleições e ganhar a António Costa” e reitera que vem “para mudar” e “para ganhar”. O candidato à presidência dos sociais-democratas falou ainda sobre o Governo que liderou em 2004, as prioridades sociais que defende para Portugal, as medidas para consolidar a economia, o negócio da Santa Casa da Misericórdia no Montepio e a atuação do Presidente da República.