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Rio: “Santana deve um pedido de desculpas a mim e aos militantes”

Em entrevista à SIC, o candidato à liderança do PSD diz não estar “desesperado” até porque tem “indicações” de que vai “claramente à frente”, e acusa o atual Governo de não ter um plano a longo prazo e uma “política pública amiga do investimento”. Também esclareceu as suas declarações ao “Público” e à Renascença sobre o apoio a um Governo minoritário do PS. “O título da entrevista induz em erro”

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Rui Rio respondeu esta segunda-feira à pergunta que andava na boca de muitos. Deve-lhe ou não Santana Lopes um pedido de desculpas? “Acho que sim, que me deve um pedido de desculpas e mais do que a mim, aos militantes do PSD”.

Rio referia-se às declarações de Pedro Santana Lopes durante o debate que opôs os dois candidatos à liderança do PSD. Na opinião do ex-autarca da câmara do Porto, a prestação do seu adversário foi um “desprestígio” para o próprio, mas também “para o partido e para o cargo que está a ser disputado”. “Se eu vou para um debate televisivo e faço o que o meu adversário fez, como jogar com meias verdades, o debate baixava a um nível inacreditável”, afirmou esta segunda-feira em entrevista à SIC.

Rui Rio começou por ser questionado sobre a corrida à liderança do PSD e sobre se está “desesperado”. A sua resposta a isso foi um riso, uma pergunta - “desesperado porquê?” - e finalmente a resposta: “Não estou desesperado, as indicações que eu tenho é de que vou claramente à frente”. E mesmo que não fosse, também não era daí que vinha mal ao mundo. “Isto não é uma questão de vida ou morte. Se fosse claramente atrás não ficava desesperado”, garantiu.

Em seguida, e em resposta à pergunta sobre como tenciona fazer oposição a um partido que tem apresentado resultados “tão bons”, afirmou que a oposição faz-se fazendo as coisas “de forma diferente”. Isto é, medindo “as consequências daquilo que fazemos no futuro”. Acusando o atual Governo de não ter um plano a longo prazo e uma “política pública amiga do investimento”, Rui Rio defendeu a descida do IRC e assumiu como principal prioridade o crescimento económico, sem o qual não haverá uma “saída airosa”. “Na economia bem gerida, as contas devem ter um superavit para poderem ter défice quando a economia começa a cair”, disse o ex-autarca do Porto.

Rio fez ainda questão de explicar as suas declarações em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, em que afirmou poder vir a apoiar um governo minoritário do PS. “O título da entrevista induz em erro. Aquilo que eu disse foi que estava disponível para analisar a situação e, em coerência com aquilo que o PSD sempre fez e disse, permitir que um governo, ainda que minoritário, possa tomar posse”.