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Santana: “Acho que vou ter condições para fazer o que não pude”

Animado com o debate televisivo com Rui Rio mas disposto a evitar lavar mais roupa suja, Pedro Santana Lopes explica, em entrevista ao Expresso, a rutura de "modernidade" que quer fazer se chegar a líder do PSD. O candidato fala de Rio, de Costa, de Marcelo, do Montepio e de si próprio. "Desta vez", diz, "vou ter condições para fazer o que não pude fazer antes".

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Pedro Santana Lopes "não queria voltar ao tema" da Santa Casa da Misericórdia entrar no Montepio, mas, em entrevista ao Expresso a publicar na edição deste sábado, mostra-se convicto de que "essa questão está fora". "O atual Provedor falará", diz, "eu por mim disse o que tinha a dizer".

Poucas horas após o debate com Rui Rio na RTP que animou as hostes santanistas, o candidato falou com o Expresso sobre Rio, António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa e Assunção Cristas. Acha que o CDS não cresce mais, diz 'não' a acordos com o PS e confessa que está "desejando" ter um debate com o primeiro-ministro.

A Costa deixa um aviso: acha "inaceitável que o Governo diga que parte da responsabilidade dos encargos com as promessas aos professores fica para a próxima legislatura sem haver um acordo com os outros partidos". Aguarda para ver as contas do Executivo mas alerta que "é uma questão de comportabilidade das finanças públicas".

Muito elogioso de Marcelo, Santana Lopes diz gostar "de ver os PR a serem solidários com os seus Governos": "No Reino Unido, os governos são o Governo de Sua Majestade. Em certa medida, entendo que deve ser sempre assim".

Ao PSD deixa uma garantia: quer fazer do partido "um case study europeu".