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PSD. Santana formaliza candidatura e promete “reinventar” o país

Esta moção é “um compromisso com o partido”, que “pretende honrar o passado e perspetivar o futuro”, disse o candidato à liderança do partido social-democrata, que, usou o termo “reinvenção” em “convergência” com Marcelo Rebelo de Sousa

Pedro Santana Lopes formalizou esta terça-feira a sua candidatura à liderança do PSD, assumindo que a moção estratégica que apresenta tem como objetivo vencer o partido socialista nas eleições legislativas de 2019.

“Não é uma moção contra ninguém, muito menos contra o meu partido”, disse Santana Lopes, que a justificou como “um compromisso”, que “pretende honrar o passado e perspetivar o futuro”.

Numa referência a Rui Rio, o candidato voltou a fechar a porta à ideia de um bloco central, sublinhando esta sua posição como uma das principais diferenças em relação “à outra moção já entregue”. Em alternativa, disse, “construiremos uma alternativa sólida e coerente”.

Santana evocou ainda o discurso de Ano Novo do Presidente da República, para assumir que o termo de “reinvenção” usado por Marcelo Rebelo de Sousa está também presente no texto da sua moção, representando uma convergência quanto à vontade de ir mais além, rompendo com um ciclo de que “todos queremos sair”.

Apesar de as presidenciais de 2021 já ficarem fora do âmbito de uma moção de estratégia de dois anos, Santana fez questão de incluir a defesa do apoio do partido a uma eventual recandidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.

“Faço-o também porque este Presidente da República tem representado um caso excecional no exercício de magistratura suprema do país, não só de popularidade, mas de entendimento do sistema político e de relacionamento com os governos em funções”, justificou, elogiando a primeira metade do mandato presidencial do chefe de Estado.

Ao assumir a vontade de voltar a conquistar o apoio da maioria dos portugueses, Santana Lopes assumiu igualmente os compromissos de modernizar o partido e de promover a sua maior abertura à sociedade. Fechou a sua intervenção lendo um texto de janeiro de 2003, onde defendia a necessidade de “não perder mais tempo” e um ideal de oposição que não passe por ser apenas do contra, mas se concentre em “mostrar que se é melhor e se merece ser Governo em vez de quem está a governar”.

Na sede nacional do PSD, em Lisboa, Pedro Santana Lopes entregou as 2525 assinaturas que apoiam a sua candidatura à liderança, no último dia do prazo, a menos de duas semanas das eleições diretas marcadas para 13 de janeiro.

(Artigo atualizado às 12h35)