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Costa mantém “total confiança política” no ministro Vieira da Silva

Em Bruxelas, onde participa no Conselho Europeu, o primeiro-ministro comentou pela primeira vez o caso Raríssimas, elogiando a “experiência“ e “grande capacidade como governante” do ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social. Passagem pela instituição, acrescentou, não “macula” estas qualidades

António Costa falou esta quinta-feira, pela primeira vez, sobre a polémica que envolve a Raríssimas, mantendo “total confiança” no ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

“É inequívoca a total confiança política no ministro Vieira da Silva, que é um ministro com muita experiência, com grande capacidade e que em todos os domínios e em todos os momentos em que exerceu a sua atividade governativa demonstrou sempre grande capacidade de ser um excelente governante”, afirmou o primeiro-ministro em Bruxelas, onde participa no Conselho Europeu.

“Não é o facto de, há alguns anos, enquanto vice-presidente da assembleia-geral, ter participado nesta instituição que vê maculada essa sua atividade. Essa assembleia geral era, aliás, presidida por um ilustríssimo jurista que a todos merece o melhor crédito, com contas que eram devidamente auditadas e que tinham um conselho fiscal”, acrescentou.

Sobre o ex-secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que se demitiu na sequência do caso, António Costa escusou-se a fazer comentários. “É uma decisão do seu foro pessoal”, disse simplesmente.

Quanto à situação em que ficou agora a Raríssimas, Costa garantiu que “até ao limite da legalidade” o Governo tudo fará “para assegurar a continuidade do funcionamento da instituição”, que considera ser “essencial”.

“Já temos na instituição uma equipa da segurança social que, para além de estar a fiscalizar a situação está também a avaliar as suas condições de funcionamento”, esclareceu.

Para o primeiro-ministro, “não podemos confundir dúvidas que agora surgem sobre a má gestão da parte da responsável ou de responsáveis da instituição com a excelência do trabalho que a instituição tem desenvolvido ao longo de anos no apoio em particular a crianças e a pessoas que sofrem de graves doenças”. “Convém não confundir”, disse ainda, “porque eu tenho visto na comunicação social que estão a diminuir os donativos e a diminuir os apoios... ”

(Artigo atualizado às 16h188)