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Costa entre os mais influentes na Europa por ser “raro” socialista de sucesso, diz o “Politico”

Num ranking do “Politico” que destaca 28 nomes, o primeiro-ministro português é considerado o nono mais influente na Europa. Jornal refere que António Costa conseguiu apresentar-se como um “campeão da mudança”, capaz de voltar a página da austeridade

António Costa é, para o jornal “Politico”, uma das personalidades que estão a “moldar, agitar e fazer mexer a Europa”. Na lista anual que destaca as figuras europeias consideradas mais influentes, o primeiro-ministro português surge em 9.º lugar (entre 28), posição que é justificada pela raridade do seu percurso no panorama europeu atual: ser um socialista de sucesso.

Colocado imediatamente a seguir à jornalista e dissidente russa Galina Timchenko, diretora do jornal online “Meduza”, Costa é apresentado como um duro lutador político, apesar do “pronto sorriso de campanha” e alguém que conseguiu impor-se como um “campeão da mudança”, capaz de voltar a página da austeridade em Portugal.

“Embora a sua popularidade tenha sido afetada pelas críticas quanto à forma como o Governo lidou com a tragédia dos incêndios florestais“, escreve o “Político”, “ele demonstrou uma capacidade notável para equilibrar as exigências da esquerda para reverter as políticas de austeridade da época de recessão”, através de uma “economia cautelosa que agradou aos investidores estrangeiros e aos parceiros de Portugal na zona euro”.

Costa prepara-se para em 2018 “fazer ainda melhor”, e tem por objetivo garantir uma maioria absoluta nas próximas eleições parlamentares, considera também o “Politico”, que cita as declarações do ex-Presidente francês François Hollande, ao Expresso: “O que está a acontecer em Portugal é um exemplo do que pode ser feito com um programa de ação governamental que é simultaneamente credível e fiel aos seus valores”.

O ranking é encabeçado pelo alemão Christian Lindner, líder do Partido Liberal Democrático, a que se seguem os nomes de Michael Gove, ministro do Ambiente britânico, e Muriel Pénicaud, ministra do Trabalho francesa.

Dele constam ainda o ex-primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt’s (em 10.º lugar) e a espanhola Ana Botín, presidente do grupo Santander (16.º ).