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Centeno: “Objetivo é obviamente ganhar, se possível à primeira volta”

Mário Centeno e os seus homólogos candidatos à presidência do Eurogrupo: Peter Kazimir (Eslováquia), Pierre Gramegna (Luxemburgo) Rimantas Sadzius (Letónia)

OLIVIER HOSLET / EPA

Ministro das Finanças aponta que, para já, “o principal objetivo” é participar e poder transmitir aos seus colegas a sua posição sobre como vê “quer a condução do Eurogrupo, quer a condução das políticas e destas reformas que se desenham na Europa”

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, que o objetivo para a eleição do novo presidente "é obviamente ganhar", e se possível à primeira volta.

"O objetivo em qualquer eleição em que nos colocamos é obviamente ganhar. Fizemos o que tínhamos que fazer dentro do grupo dos países com governos sociais-democratas (socialistas), depois conversando de forma muito aberta com os outros grupos políticos", afirmou aos jornalistas, à chegada à reunião.

Questionado sobre se conta triunfar logo na primeira volta da votação, sorriu, admitiu que "seria um bom resultado", e comentou que "qualquer candidato que seja eleito à primeira volta num processo destes tem obviamente uma posição se calhar reforçada".

No entanto, sublinhou, o que Portugal considera "que é muito importante" é que no final, qualquer que seja o resultado a que se chegue, todos possam reconhecer "que esse resultado reflete a opinião do grupo de países que está sentado à volta da mesa, neste caso os 19 membros do Eurogrupo".

Centeno apontou que, para já, "o principal objetivo" é participar e poder transmitir aos seus colegas a sua posição sobre como vê "quer a condução do Eurogrupo, quer a condução das políticas e destas reformas que se desenham na Europa".

"Hoje é um dia importante para o Eurogrupo, vamos eleger um novo presidente que terá uma responsabilidade significativa, dado o facto de estarmos a iniciar um novo ciclo politico em muitos países na Europa", disse, acrescentando que todos reconhecem a importância do momento "para lançar um processo de reformas que completem algumas das instituições-chave da área do euro que todos também" identificam "como não estando completas, começando seguramente pela união bancária".

Mário Centeno recordou que sempre disse que a sua candidatura só avançaria se estivesse "sustentada na formação de consensos, numa plataforma e agenda que permitisse avanços significativos na área do euro", e disse que é isso que espera "no caso de ter sucesso".

"É muito importante fazer notar a enorme cooperação que desde o princípio, mesmo quando estávamos um pouco mais a ser analisados de um ângulo menos positivo, tivemos com as instituições europeias, com os meus colegas do Eurogrupo. Nós apresentámo-nos sempre numa posição de construção e de credibilização do país dentro da UE e em particular na área do euro, e foi aliás isso que possibilitou que hoje estivéssemos aqui neste processo", sustentou.

Essa foi a principal mensagem que o candidato português expressou nas declarações que fez em inglês, à chegada à reunião, quando questionado pelos jornalistas de órgãos de comunicação social estrangeiros sobre a sua candidatura.

"A minha candidatura significa precisamente isso: gerar consensos", disse.

"Mostrámos a todos que podemos alcançar consensos, podemos trabalhar com outras partes, com as instituições. Portugal é um exemplo disso ultimamente, por isso penso que estou numa boa posição", afirmou.

O fórum de ministros das Finanças da zona euro elege hoje, em Bruxelas, o seu novo presidente, com Mário Centeno, o candidato dos Socialistas Europeus, a surgir como favorito numa corrida a quatro à liderança do Eurogrupo.

Os 19 membros da área do euro vão escolher hoje à tarde o sucessor do holandês Jeroen Dijsselbloem, tendo quatro ministros apresentado na semana passada as suas candidaturas: Mário Centeno, o luxemburguês Pierre Gramegna, o eslovaco Peter Kazimir e a letã Dana Reizniece-Ozola.