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Política

PCP contra voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo. BE absteve-se

Rui Ochôa

BE e PEV abstiveram-se. Posições dos partidos mais à esquerda provocaram protestos nas restantes bancadas

O Parlamento aprovou esta quarta-feira, pouco depois de ter sido noticiada a morte de Belmiro de Azevedo, um voto de pesar pelo falecimento de "um dos homens mais ricos do país e do mundo".

O voto de pesar mereceu a aprovação de PS, PSD e CDS. Mais à esquerda, as posições foram diferentes: o PCP decidiu votar contra, enquanto Bloco de Esquerda e PEV se abstiveram, provocando um burburinho de protestos nas restantes bancadas.

No texto, lê-se que a "fortuna" de Belmiro de Azevedo "não foi herdada", mas "construída a partir da formação académica, da capacidade de trabalho e de um inegável sentido da inovação". "Belmiro de Azevedo soube transformar a Sonae numa referência internacional", acrescenta o documento, apresentado pelo Presidente da Assembleia da República.

Houve novo desacordo em relação à proposta do CDS de saudação pelo 42º aniversário do 25 de novembro: PS, PSD e CDS votaram contra, enquanto PCP, BE e PEV foram desfavoráveis ao texto onde se lia que aquele dia "consolidou, na senda democrática iniciada pelo 25 de abril de 1974, o respeito pelos princípios universais da liberdade de expressão, do pluralismo partidário e das eleições livres".

Na mesma sessão, foram ainda aprovados por unanimidade votos de pesar pelas mortes do jornalista Pedro Rolo Duarte ou do ator João Ricardo.