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Política

Carlos César: Governo não está “refém de qualquer partido, por mais persuasivo ou loquaz que um ou outro queira parecer”

Marcos Borga

PS congratula-se com avanços e não quer dar "passo maior do que a perna". "Governamos com a solidariedade que é devida e com a sobriedade que a prudência recomenda"

O líder parlamentar do PS, Carlos César, falou no encerramento do debate do OE com um discurso mais otimista do que os parceiros de acordos do Governo, PCP e BE. Logo a seguir a Mariana Mortágua ter criticado fortemente o recuo do Governo numa proposta do BE que acabou por chumbar, César tomou a palavra para assegurar que este OE "reconfirma um projeto" e mostra que a legislatura "tem rumo definido".

Carlos César começou por deixar garantias: este "não é, apenas, um Governo do PS", mas também não é "um Governo refém de qualquer partido, por mais persuasivo ou loquaz que um ou outro queira parecer". Esses partidos que apoiam o Executivo têm tido diferentes contribuições, insistiu: "umas vezes avanços mais arrojados, outras vezes posições mais moderadas".

Muita da intervenção do socialista assentou no equilíbrio que o PS tenta fazer entre devolver rendimentos, com as reivindicações de PCP e BE, e recuperar credibilidade, sem dar "um passo maior do que a perna". "Governamos com a solidariedade que é devida e com a sobriedade que a prudência recomenda", resumiu.

Fazendo um balanço dos indicadores positivos e assegurando que 2018 será "melhor", César guardou críticas para a direita. "É um percurso com muitos êxitos e não será pelo ruído da oposição, por trivialidades ou pela espuma dos dias, que nos esqueceremos do que fizemos, do que queremos e para onde vamos. As molduras podem prejudicar ou beneficiar a perceção das obras, mas a obra que temos feita não deixa de ser a que é".

E aproveitou para criticar as propostas da oposição (CDS conseguiu aprovar duas, PSD nenhuma): "Basta pensarmos que as suas propostas fossem aprovadas teríamos provavelmente neste Orçamento uma despesa acrescida em mais de mil e quinhentos milhões de euros! Essa prodigalidade, verdadeiramente desbragada, só confirma a desorientação e irresponsabilidade que a oposição partidária mostra hoje em Portugal!".