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Jerónimo de Sousa: “Percebo o BE quando tenta meter a bandeirinha”

Jerónimo de Sousa foi entrevistado no Parlamento, num momento em que ainda decorriam votações do Orçamento do Estado na especialidade

Nuno Botelho

Em entrevista ao Expresso, que será integralmente publicada este sábado no semanário, Jerónimo de Sousa reconhece que o PCP tem sido mais “expedito” a comunicar, na mesma linha do BE que sempre chamou a atenção para as conquistas que consegue arrancar ao Governo. “Somos mais expeditos mas numa expressão honesta, nunca tentando pôr ovos em ninho alheio”

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Rosa Pedroso Lima

Rosa Pedroso Lima

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reconhece que, depois dos resultados das autárquicas, o partido tem procurado explicar melhor os ganhos conseguidos nas negociações com o Governo, mas que o faz com “honestidade”. “Somos mais expeditos mas numa expressão honesta, nunca tentando pôr ovos em ninho alheio”, explica em entrevista ao Expresso, acrescentando que compreende bem que o BE faça o mesmo. “Está a tentar meter a bandeirinha”, diz. “O nosso problema não é que o BE nos acompanhe nas medidas positivas, é que as pessoas percebam o que é a marca do PCP”, acrescenta.

Na entrevista, que será publicada este sábado no semanário, Jerónimo de Sousa fala sobre António Costa, as negociações com os sindicatos dos professores, o papel do Presidente da República, o futuro da geringonça e mesmo as reuniões do Comité Central.

Governo “não pode encostar uma faca ao peito” das pessoas

O secretário-geral dos comunistas não cala a crítica ao Governo em duas questões, a deslocalização do Infarmed e a resposta aos incêndios.

“O Infarmed não responde a uma verdadeira descentralização. O Governo fez o anúncio de forma intempestiva. Tem que considerar o direito daqueles trabalhadores, o seu emprego e não encostar-lhes uma faca ao peito a dizer que têm que ir para o Porto”, afirmou.

Sobre a estratégia de combate aos fogos florestais, mostra preocupação. “Preocupa-me particularmente estes efeitos da seca que é outro problema de fundo. São precisas mais medidas em termos de consumo da água das populações e da agricultura. Era importante que o governo tomasse medidas sobre hierarquização do uso da água”, diz. Numa altura em que faltam cerca de seis meses para o regresso em força do calor, Jerónimo afirma ainda que “devem ser tomadas medidas urgentes em termos de meios e dispositivos” e que “a prevenção vai ser fundamental”.