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Pires de Lima defende acordo PS/PSD/CDS para estabilizar impostos sobre empresas

Em entrevista à edição deste sábado do Expresso, o ex-ministro da Economia propõe pacto a três, a juntar aos consensos que António Costa propôs sobre fundos europeus e infraestruturas

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotojornalista

Na primeira grande entrevista que dá desde que saiu do Governo, António Pires de Lima defende as vantagens de um acordo alargado para dar "previsibilidade" à carga fiscal que pesa sobre as empresas. Criticando as permanentes alterações que têm sido introduzidas nos impostos sobre as empresas - no IRC, mas não só -, Pires de Lima lamenta esta instabilidade, que afasta potenciais investidores, e considera que o sucessivo agravamento de impostos e taxas é o contrário do que Portugal precisa para conquistar investimento direto estrangeiro.

"Em vez de se estar a fazer uma trajetória de redução da carga fiscal das empresas está-se a aumentar essa carga fiscal", nota o antigo ministro da Economia, elencando as alterações desgarradas que já foram introduzidas pelo atual Executivo - desde a suspensão da redução prevista para o IRC, em 2015, até o aumento da derrama do IRC para empresas com lucros mais altos. A consequência, diz, é tornar o país menos confiável para os investidores.

Contra esta "volatilidade", o ex-dirigente do CDS propõe "uma conjugação de esforços entre os partidos que apoiam esta solução governativa, nomeadamente o PS, e os partidos da oposição, para que Portugal [tenha] uma trajetória de destino previsível, se não até mais atrativo do ponto de vista fiscal, para o investimento." Um entendimento que considera tão necessário como os consensos que António Costa pediu em relação ao próximo quadro de fundos europeus e ao investimento em infraestruturas.

Na mesma entrevista, Pires de Lima faz alguns elogios a estes dois anos de governação da esquerda, critica algumas opções essenciais do Orçamento do Estado, e comenta o estado do CDS depois das eleições autárquicas.