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Ministro da Cultura considera “estranho” jantar no Panteão. E vai proibir que se volte a repetir

Luís Filipe Castro Mendes, ministro da Cultura

MÁRIO CRUZ / Lusa

Ministério da Cultura vai rever o regulamento de 2014 e determinar a proibição de festas no Corpo Central do Panteão Nacional. Realização de jantar de encerramento da Web Summit no Panteão está a gerar grande polémica

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, diz que “estranhou” a realização do jantar da Web Summit no Panteão Nacional. Depois de investigar o que se passou, decidiu proceder à revisão do regulamento de 2014 que rege o aluguer de espaços sob a sua tutela. Essa revisão determinará a proibição de realização de iniciativas festivas no Panteão.

Num comunicado divulgado na tarde deste sábado, o Ministério da Cultura diz que "não permitirá que a utilização para eventos públicos dos monumentos nacionais possa pôr em causa o carácter e a dignidade próprias de cada um desses monumentos".

Rever o regulamento

"O Ministro da Cultura tomou hoje conhecimento da realização de um jantar no Panteão Nacional, facto que estranhou." Assim começa o comunicado do gabinete de Castro Mendes, que refere a seguir: "Questionados os serviços, foi o ministro informado que a decisão foi tomada ao abrigo do Despacho 8356/2014, de 24 de junho de 2014, adotado pelo anterior Governo, que aprovou o Regulamento de Utilização dos Espaços sob tutela da Direção Geral do Património Cultural".

Neste regulamento, "entre diversas medidas, está prevista a realização de jantares no Corpo Central do Panteão Nacional".

Perante esta informação, o ministro da Cultura "entende determinar a imediata revisão do referido despacho. Essa revisão determinará a proibição de realização de eventos de natureza festiva no Corpo Central do Panteão Nacional".