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Política

PS/Madeira justifica moção de censura com “colapso” no executivo regional

Para os socialistas, “este é o momento de construção de um novo ciclo sem o PSD e com uma nova visão de futuro”

O líder do PS/Madeira, Carlos Pereira, afirmou esta quinta-feira que a moção de censura ao Governo Regional em debate no parlamento madeirenses surgiu porque "há um colapso evidente" no executivo insular.

No discurso de abertura do debate desta segunda moção de censura apresentada ao executivo liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, o deputado regional socialista indicou que as sucessivas renovações na orgânica do Governo Regional e a "geografia delirante que marca as alterações de lugares" são "um sinal muito forte de que há um colapso evidente no caminho do governo".

"Este não é um momento de guerrilha política, mas um ato refletido", disse Carlos Pereira, que regressou à Assembleia Legislativa da Madeira, deixando o seu lugar na Assembleia da República.

Para o responsável socialista, "este é o momento de construção de um novo ciclo sem o PSD e com uma nova visão de futuro".

Carlos Pereira criticou os "dois anos e meio de nada" de governação do PSD, salientando que os resultados das eleições autárquicas de 1 de outubro "refletem o pensamento penalizador dos madeirenses".

O presidente do PS/Madeira manifestou a sua convicção de que "a grande maioria do povo da Madeira está de corpo e alma nesta censura, não está disponível para dar mais uma oportunidade a um governo completamente torto e anseia [...] o fim deste martírio governativo".

"Ninguém espera nada de verdadeiramente extraordinário desta última renovação, que envolveu uma profunda alteração orgânica", insistiu, salientando que "o problema persistirá porque o que tem falhado clamorosamente é a liderança do governo e esta só se muda com a queda do governo, com uma censura e com novas eleições".

Carlos Pereira, que deixou a Assembleia em São Bento para assumir o lugar no Parlamento regional, defende a proposta de moção na mesma altura em que existe uma disputa interna dentro do PS-Madeira, com uma corrida para o lugar de presidente. O adversário de Pereira é Emanuel Câmara, presidente da Câmara do Porto Moniz, concelho do norte da ilha, que quer ser presidente dos socialistas, mas não será candidato a presidente do Governo Regional da Madeira em 2019.

O candidato à Quinta Vigia será então Paulo Cafofo, o independente reeleito para Câmara do Funchal. O que abriu já uma guerra interna entre os que acham que isso é garantia para ganhar as regionais em 2019 e os que entendem como uma traição ao partido.

As sondagens mais recentes tiram a maioria ao PSD e dão uma maioria numa coligação alargada. Outro dado da mais recente sondagem publicada no Diário de Notícias da Madeira coloca Alberto João Jardim como o candidato a presidente do governo mais popular à frente de Paulo Cafôfo e de Miguel Albuquerque.

Carlos Pereira, o líder do PS-M e mentor da moção de censura, aparece em quarto lugar.