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Rui Rio acredita que o Governo irá cumprir o mandato até ao fim: “Não é científico, é a minha convicção”

Ao contrário de Santana Lopes e do que era a sua convicção há dois anos, Rui Rio acredita agora que o Governo irá cumprir o mandato de quatro anos. Defende que um líder político deve ter uma componente forte de racionalidade e algum afeto

Isabel Paulo

Isabel Paulo

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Jornalista

Lucília Monteiro

Lucília Monteiro

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Fotojornalista

O candidato a líder do PSD não quis alongar-se em declarações aos jornalistas, após a sua intervenção de mais de uma hora aos deputados laranja, nas Jornadas Parlamentares do partido, em Braga. Rui Rio afirmou que expôs as suas ideias do que quer para o PSD mas também foi a Braga para ouvir.

Quem quer que seja o escolhido nas diretas, Rio afiança que terá o apoio do grupo parlamentar do PSD, lembrando que são as regras da democracia e sempre funcionou bem. Ao contrário de Pedro Santana Lopes e daquilo que era a sua convicção há dois anos, agora o ex-autarca do Porto acredita que o Governo irá cumprir a legislatura até ao fim, embora referira que "é uma convicção, não algo científico".

Questionado sobre qual será o seu estilo de liderança no PSD, se mais próximo ou mais distante, Rui Rio recordou que Sá Carneiro ou Cavaco Silva não foram líderes de afetos e "ambos foram políticos e líderes de sucesso". À questão do perfil, o importante para o candidato a presidente do partido é que os militantes perceberem o que querem para o PSD, e que percebam em quem se revêm os portugueses: "Se os militantes votarem no candidato com maior empatia junto da sociedade, será melhor para o PSD voltar a dirigir o país". E Rui Rio crê que é esse candidato, que afirma conjugar como político, como na vida, uma componente de racionalidade e também de emoções.

Lucília Monteiro

Em relação à reforma do sistema político que vem defendendo não quis entrar em detalhes, alegando que é impossível fazê-lo num minuto e por ser uma matéria que depende da posição do partido. Embora o líder possa ter um peso determinante, Rio adverte que "não é ele que manda na reforma do sistema político".

O antigo secretário-geral do PSD adiantou ainda não acreditar que o status quo do partido ou interesses instalados prejudiquem a sua candidatura, sublinhando que lhe parece que "há sintonia entre os militantes e a população".

No final do primeiro de dois dias de Jornadas Parlamentares, segue-se um jantar-debate no Bom Jesus, sem a presença dos dois candidatos a líderes do partido, tendo por orador Fernando Leal da Costa, médico e ex-ministro da Saúde após a saída de Paulo Macedo.