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Costa assegura que não será por falta de dinheiro que irá acontecer o que aconteceu este verão

O primeiro-ministro, Antonio Costa, ladeado pelos ministros (E-D) da Agricultura, Capoulas Santos, da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e da Administração Interna, Eduardo Cabrita, após o Conselho de Ministros extraordinário

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"Não será por uma questão de dinheiro que não vamos fazer o que temos de fazer para que não volte a acontecer o que aconteceu este verão", afirmou este sábado o primeiro-ministro na declaração final após o Conselho de Ministros. António Costa promete não sacrificar ao défice a segurança dos portugueses

Uma parte destas medidas já estão estimadas e orçamentadas, "julgo que o Orçamento de Estado terá flexibilidade para isso", afirmou o primeiro-ministro, em conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros extraordinário sem especificar quanto irão custar. Ou seja, António Costa admite que haverá margem orçamental. A reunião extraordinária de Conselho de Ministros demorou mais de 11 horas, e foi concluída com uma conferência de imprensa do primeiro-ministro.

Questionado sobre a posição de Bruxelas face à possibilidade de um impacto negativo das novas medidas de prevenção e combate aos incêndios e reforma da floresta nas contas públicas, António Costa, disse desconhecer qual será. "Não sabemos qual é a posição de Bruxelas. O país tem de prosseguir com a gestão das contas públicas, e fazer o que é urgente fazer para não sacrificar a segurança das pessoas. É isso que o país vai fazer", sublinhou. E prosseguiu: "Não será por uma questão de dinheiro que não vamos fazer o que temos de fazer para que não volte a acontecer o que aconteceu este verão".

O Governo aprovou este sábado a Estratégia Nacional de Proteção Civil Preventiva, em que define como “essencial” aproximar a prevenção e o combate aos incêndios rurais e como “prioritário” reforçar o profissionalismo e capacitação em todo o sistema.

Profissionalização dos bombeiros e maior intervenção das Forças Armadas

“Além da aposta na profissionalização, a Estratégia Nacional de Proteção Civil Preventiva vai reforçar o papel das Forças Armadas e da Força Aérea na prevenção e no combate aos incêndios", disse o primeiro-ministro. Vai haver uma maior profissionalização dos bombeiros, deixando de haver precarização esclareceu, sublinhando que estes irão especializar-se mais em proteger as pessoas e os bens, e os dirigentes serão escolhidos por concurso.

António Costa explicou que a Unidade de Missão que foi agora criada para implementar as medidas de prevenção e combate aos incêndios e melhorar a proteção civil, aprovadas este sábado em Conselho de Ministros, será liderada pelo primeiro-ministro, arrancará agora e terminará no final 2018.

"A Proteção Civil não é só para depois das calamidades. Tem que começar na informação que é dada desde a escola até cada casa, para que todos possamos estar melhor preparados para nos protegermos dos riscos”, declarou.

O primeiro-ministro sublinhou que é importante haver uma "melhor proteção civil preventiva", e defendeu que "uma maior segurança dos cidadãos é a maior exigência".

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