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Costa admite que falhou emocionalmente quando falou ao país após os incêndios

"Admito ter errado na forma como contive essas emoções. Gostava muito mais se alguém dissesse que tinha abusado das minhas emoções", afirmou o primeiro-ministro, como reação às críticas de que tem sido alvo por não ter sido emocional na forma como falou ao país após os incêndios de 15 de outubro, que vitimaram 44 pessoas

O primeiro-ministro afirmou este sábado compreender a revolta que muitos sentem face às consequências dos incêndios, e admitiu erros na forma como conteve as suas emoções, mas frisou que um líder de Governo deve diferenciar emoções e plano pessoal.

"Quem é primeiro-ministro deve procurar diferenciar as emoções que sente enquanto pessoa da forma como a exterioriza no exercício das suas funções. Admito ter errado na forma como contive essas emoções. Gostava muito mais se alguém dissesse que tinha abusado das minhas emoções", disse António Costa na conferência de imprensa após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, instado a comentar as críticas que lhe têm sido feitas pela falta de emoção no discurso que fez aos país na segunda-feira. Costa respondeu que cada um vive as suas emoções "de modo próprio".

"Percebo bem a urgência que todos sentimos e compreendo a revolta que muitos sentem. O tempo das instituições não é o tempo da vida de cada um de nós", disse ainda o primeiro-ministro..

Numa referência ao mandato da Comissão Técnica Independente, que há uma semana entregou o seu relatório, e alusão à espera que o seu executivo teve nos últimos meses - em relação à adoção de medidas de fundo na área dos fogos -, António Costa alegou que a um Governo cumpre respeitar o tempo das instituições que investigaram as causas dos incêndios de junho em Pedrógão Grande (distrito de Leiria) e saber ponderar as conclusões e recomendações das comissões criadas na Assembleia da República.

"Respeitámos esse tempo e agimos. Tomámos as decisões que importava tomar", disse.