Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Marcelo preocupado com “Orçamentos eleitoralistas”

LUÍS FORRA

E se o contexto internacional mudar e a economia desacelerar? Presidente da República pede “bom senso e realismo” ao Governo, e alerta para riscos de financiamento das despesas sociais

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta sexta-feira um alerta ao Governo para que evite excessos de "eleitoralismo" nos dois últimos Orçamentos do Estado da legislatura. O Presidente da República pede "bom senso e realismo" na gestão orçamental e promete ficar atento ao OE para 2019.

"É preciso olhar para o ano que vem e, sobretudo, quando se conceber o Orçamento para 2019 resistir à tentação de este ser um orçamento eleitoralista", afirmou o PR, no encerramento do Congresso Nacional dos Economistas, na Gulbenkian,

Marcelo pediu, já este ano, "um equilíbrio" que reconhece ser "complexo" entre incentivos ao investimento, proteção social e controlo do défice. E alertou para dois riscos no médio prazo: o contexto internacional "não ser tão propício" e poder "haver uma ligeira desaceleração da economia". Nesse caso, avisou o Presidente, o financiamento das despesas sociais, "ainda que justas", "tem de ser equilibrado para podermos seguir o caminho que o país tem vindo a fazer", alertou.

Para o próximo ano, Marcelo defendeu que o OE 2019 não pode ser construído "na base de uma pressão excessiva no domínio das prestações sociais, sobretudo com pensamento eleitoralista, que não seja comportável no quadro de uma trajetória que é ambiciosa em ternos de défice nominal e de défice estrutural".

"Dir-me-ão: mas não é o problema deste ano já? É-o, na medida em que uma parte do que vai ser pensado para os próximos anos está a ser pensado hoje", afirmou o PR. Marcelo reforça a pressão sobre as contas da geringonça.