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Socráticos e socialistas reagem: “É desconfortável para portugueses que esteja em causa antigo primeiro-ministro”

Tiago Miranda

Ao Expresso, o deputado do PS próximo de Sócrates Renato Sampaio mostra alívio: "Ainda bem que há acusação, finalmente há acusação". Carlos César não esconde preocupação

"É desconfortável para portugueses que esteja em causa antigo primeiro-ministro". Foi assim que o líder parlamentar e presidente do PS, Carlos César, reagiu esta quarta-feira, nos "Almoços Grátis" da TSF, à notícia da acusação de José Sócrates, a par de outros 27 acusados, no âmbito da Operação Marquês.

Não foi o único. Pouco antes já se noticiavam as palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que disse ver a acusação ao ex-primeiro-ministro socialista com "tranquilidade" e acrescentando que "essencial era que a acusação se fizesse no lugar próprio e através dos órgãos próprios, não nos jornais, nas televisões ou nas rádios, não através de fugas de informação, mas que se conhecesse qual é a acusação, os factos em que se fundamenta para também conhecermos qual é a defesa e depois o tribunal julgará". "É assim que acontece num Estado de direito", concluiu o amigo de José Sócrates, que foi, aliás, ministro nos dois Governos de José Sócrates, entre 2005 e 2011.

Contactado pelo Expresso, o deputado socialista próximo de Sócrates Renato Sampaio disse não ter comentários a sobre a acusação por não a conhecer, mas acrescentou: "Ainda bem que há acusação, finalmente há acusação!". A deputada Edite Estrela, por sua vez, recusou comentar por se encontrar em Estrasburgo, no Conselho da Europa.

PSD e Marcelo também reagem

Fora do campo socialista, também surgem reações às acusações feitas no âmbito da Operação Marquês. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse, citado pelo jornal online "Eco": "Tudo o que seja a Justiça a acelerar, e de alguma maneira converter em prazos mais curtos aquilo que temos a noção que são prazos longo, é bom”.

Luís Montenegro, ex-líder da bancada parlamentar social-democrata, falou também no programa "Almoços Grátis" para lembrar que "não está só em causa a atuação de um antigo primeiro-ministro, está também a atuação de outras figuras de proa da vida nacional" e sublinhar que este caso prova que "ninguém está acima da lei".

Também nas redes sociais se têm multiplicado os comentários sobre a aguardada acusação que foi hoje conhecida com a publicação de um comunicado da Procuradoria-Geral da República, nomeadamente do social-democrata José Eduardo Martins, da dirigente do partido Nós, Cidadãos!, Joana Amaral Dias, ou do diplomata e ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus de António Guterres Francisco Seixas da Costa: