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“Acho que é um dia de boas notícias: Portugal ganhou e eu sou candidato à liderança do PSD”, diz Santana

No habitual espaço de comentário na SIC Notícias, o candidato à liderança social-democrata disse que já se despediu da Santa Casa da Misericórdia, embora ainda fique por lá mais uns tempos. “Conto fazer a apresentação na semana que vem”, anunciou

“Sinto que é aquilo que devo fazer. Este é o anúncio, não vou fazer a apresentação amanhã ou depois”: Pedro Santana Lopes confirmou que é candidato à liderança do PSD. No habitual espaço de comentário na SIC Notícias, esta terça-feira à noite, o antigo primeiro-ministro e atual provedor da Santa Casa da Misericórdia anunciou o que já se esperava e disse que não pediu autorização a ninguém, exceto à família.

“Acho que hoje é um dia de boas notícias para o país: Portugal ganhou e eu sou candidato à liderança do PPD/PSD”, disse Santana.

Esta terça-feira já se despediu dos funcionários da Santa Casa, embora continue em funções mais uns tempos (“Preciso de mais uma semanas para deixar tudo em ordem e passar a pasta”).“Fiz questão de despedir-me… Não queria que os trabalhadores da Santa soubessem depois. Quis ser leal com eles”, referiu.

Santana recusa ser um candidato de transição – “isso já fui da outra vez” , agora parte “para outro ciclo” cujo objetivo é ganhar as primárias e “travar uma maioria de António Costa” nas legislativas de 2019. As assinaturas para formalizar a sua candidatura à liderança dos sociais democratas começam a ser recolhidas na quarta-feira. “Candidato-me para levar o PPD/PSD a disputar as eleições de 2019 e para as ganhar, não para ser segundo, mas para ser primeiro”, disse.

Negou ainda que a sua candidatura seja um ajuste de contas, depois de Jorge Sampaio ter dissolvido o Parlamento, em novembro de 2004, quando era primeiro-ministro. “Deus me livre. Durmo bem, já ultrapassei isso. Esta semana recebi uma carta do Dr. Jorge Sampaio a propósito de um assunto que estamos os dois a resolver. Tem estado internado, não tem contas nenhumas a resolver.”

Fez também questão de sublinhar que só arrancou com a preparação da campanha há uma semana, “ao contrário de outros que já começaram há um ano ou ano e meio”. Agora, disse Santana, tem tempo para “fazer o debate todo que deve ser feito, para correr o país e ir ter com os militantes do PPD/PSD” “As pessoas sabem que eu não tenho 60 anos a pender para os 90. Eu gosto de estar com os mais jovens”.

Depois de se ter reunido com Marcelo Rebelo de Sousa na segunda-feira, aumentaram os rumores de que o encontro teria sido para debater o futuro do PSD. Santana negou e hoje reforçou que não pediu autorização a ninguém para se candidatar, exceto à família. “Desta vez deram-me via verde. Ponderados, responsáveis, disseram-me que compreendiam. E encorajaram-me até. Quando os filhos se opõem de todo é muito complicado”.

Questionado se a conferência de imprensa para a apresentação da candidatura ao contrário do que anunciou Rui Rio terá direito a perguntas dos jornalistas, Santana disse perentório: “claro que sim”.

Embora admita ter consideração pelo rival, Rui Rio,– de quem diverge relativamente ao posicionamento político – Santana disse que não lhe parece bem “que o PSD possa ser entregue a quem, numa altura tão difícil para o país, passou a vida a pôr em causa esse trabalho de salvação nacional”.

“Não sou de facto de esquerda, mas também não tenho complexos em fazer acordos com a esquerda”, disse, explicando que esses consensos seriam sobretudo nas áreas das obras públicas, justiça, saúde e segurança social. “Eu quero que os militantes PPD/PSD escolham o melhor. (...)Se for eleito líder do PPD/PSD, não vão passar a vida a ver-me zangado, vão ver-me muitas vezes a dizer: estou de acordo”, garantiu.