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Política

Tancos? “Governo não faz investigação criminal”, diz Costa

Marcos Borga

Na estreia de Hugo Soares como líder da bancada parlamentar do PSD num debate quinzenal, o roubo de Tancos foi o prato principal. Roubo, ou furto? O primeiro ministro fugiu à resposta. "Como jurista" diz que "a qualificação jurídica" do que se passou no paiol é matéria das autoridades criminais. Logo, não responde

97 dias depois de ter desaparecido material militar do paiol do quartel de Tancos, a bancada do PSD usou o assunto como arma de combate político. Hugo Soares aproveitou o debate quinzenal e o primeiro frente à frente com António Costa para pedir explicações. "O que aconteceu em Tancos foi ou não foi um furto?", perguntou o novo líder da bancada social democrata.

António Costa fugiu ao tema. "O governo não se substitui ao Ministério Público, nem as autoridades criminais", disse.

E repetiu, quando Hugo Soares insistiu, que "o governo não se substitui as autoridades porque se o fizesse, aí sim, haveria um grave entorse ao estado de direito". E daí não saiu. De jurista para jurista, a conversa descarrilou para a diferença entre furto ou roubo, mas não avançou.

Os ânimos aqueceram. As bancadas trocaram mimos e António Costa não resistiu: "deve ter doído muito, para quatro dias depois ainda estarem tão incomodados". Até então o primeiro ministro não tinha mencionada a queda eleitoral dos sociais democratas. Não aguentou.