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Política

Costa “otimista” com OE para sossegar a esquerda

Marcos Borga

Bloco e PCP aproveitaram debate quinzenal para exigir garantias na discussão orçamental. Primeiro ministro tranquilizou-os: “Não é para ser irritante, mas estou otimista e confiante sobre o próximo orçamento”

Um Costa suave para as bancadas de esquerda e "irritantemente otimista", como o classificou o Presidente da República, respondeu ao caderno de encargos que, tanto a líder do BE, como o secretário-geral do PCP lhe apresentaram no debate quinzenal, no Parlamento.

Catarina Martins foi a primeira a usar da palavra e a questionar António Costa sobre o aumento das pensões, a redução da conta da eletricidade ou a revisão dos escalões do IRS. "Com certeza que sim", respondeu o primeiro-ministro, seguro de que, no próximo ano, "todos os pensionistas serão aumentados", mesmo sem medidas adicionais. O crescimento económico e a fórmula prevista para atualização de pensões da margem para manobra orçamental ao Governo. A garantia de poder cumprir uma das exigências dos parceiros parlamentares parece estar assegurada.

Jerónimo de Sousa voltou ao tema, mas acrescentou uma das mais importantes reivindicações dos comunistas: a reversão da legislação laboral, nomeadamente em relação à contratação coletiva e aos horários de trabalho. Aqui, Costa não se comprometeu. O facto de os parceiros sociais estarem a analisar a matéria, dá-lhe margem para ganhar tempo. "Em 2018, estaremos em condições de tirar ilações políticas do debate que está a ser feito". No entanto, não deixou de frisar que as questões colocadas pelo líder comunista "são temas do exame comum que estamos a fazer da proposta de OE". Ou seja, estão a ser tidas em conta pelo Governo. O debate orçamental é para ser levado a sério.