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O Expresso e o relatório sobre Tancos: documento existe e é verdadeiro

Nuno Botelho

As Forças Armadas vieram este sábado dizer que o Centro de Informações e Segurança Militar (CISMIL) não produziu qualquer relatório sobre Tancos. O Expresso não atribuiu o documento ao CISMIL em momento algum. Leia o esclarecimento do Expresso sobre a notícia. O documento existe e é verdadeiro

Na sua edição semanal, o jornal Expresso contém este sábado uma notícia intitulada "Relatório explosivo sobre Tancos arrasa poder político e militar". A entrada da referida notícia acrescentava que "serviços de informações militares apontam cenários de tráfico para os PALOP ou encomenda do estrangeiro".

Em causa está ainda a investigação sobre o roubo de material militar dos paióis de Tancos.

A este respeito, as Forças Armadas emitiram entretanto um comunicado dizendo:
"Relativamente à notícia hoje publicada pelo jornal Expresso e que está a ter eco em outros órgãos de comunicação social, vem o Estado-Maior General das Forças Armadas informar que o seu Centro de Informações e Segurança Militar não produziu qualquer relatório sobre o assunto".

Em relação ao comunicado divulgado este sábado pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, o Expresso reafirma que em momento algum atribui ou atribuiu o documento a que teve acesso ao Centro de Informações e Segurança Militar (CISMIL), mas sim a serviços de informações militares.

O documento, de 63 páginas e que o Expresso tem na sua posse, foi elaborado, tal como se escreveu, para conhecimento da Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária e do Serviço de Informações de Segurança (SIS).

O documento, cuja credibilidade foi confirmada pelo Expresso junto de várias fontes, contém informação de cariz militar e também ao nível da segurança interna. As fontes citadas pelo relatório são militares no ativo e também na reserva.

Além do processo sobre Tancos, também são referidas informações na área do terrorismo, nomeadamente sobre o grupo de jiadistas portugueses e de outros pontos da Europa.

O documento baseia-se em fontes abertas (provenientes, por exemplo, da comunicação social) e em fontes fechadas (obtidas através de fontes próprias). E faz uma análise sucinta sobre o tipo de ameaças que Portugal e todo o Continente europeu atravessa, numa altura em que o Ocidente é assolado por dezenas de ataques terroristas de cariz jiadista.