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Tancos: Azeredo Lopes não confirma disponibilidade para ir ao Parlamento na segunda-feira

Ministro declarou-se disponível para ir ao Parlamento

Marcos Borga

Direita marcou debate de atualidade sobre Tancos para segunda-feira, dois dias antes de Azeredo ser ouvido na Comissão de Defesa sobre a NATO

O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, deverá ser ouvido por duas vezes no Parlamento na próxima semana, uma delas para prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento de material militar em Tancos, dias depois de ter admitido, em entrevista ao “Diário de Notícias”, que poderá, “no limite”, não ter existido furto nenhum, dada a falta de provas.

Desde junho que estava pedida uma audição no contexto da Comissão de Defesa, relacionada com outros temas, nomeadamente a NATO e a política de defesa da União Europeia, que se realizará na próxima quarta-feira. Ao Expresso, o coordenador do grupo parlamentar do PSD na Comissão de Defesa, Pedro Roque, explica que, para “evitar contaminar” este debate sobre assuntos de “interesse nacional”, tanto PSD como CDS optaram por marcar um debate de atualidade em plenário para falar de Tancos, uma vez que se trata de um debate “de conjuntura”, onde esperam a presença do ministro para clarificar as suas declarações sobre o caso.

A intenção dos dois partidos, que enviaram um requerimento conjunto para o gabinete do presidente da Assembleia da República, é discutir o alegado furto em plenário na segunda-feira - o social-democrata lembra que o requerimento "é potestativo e não carece de aprovação" - e os restantes assuntos na reunião da Comissão, que Pedro Roque lamenta que tenha “vindo a ser adiada” desde junho, tendo chegado a estar marcada para esta segunda-feira.

Contactado pelo Expresso, o gabinete do ministro não garante, para já, a presença de Azeredo segunda-feira na Assembleia. Por um lado, ainda não receberam a convocatória formal. Por outro, o ministro tem agenda prevista nesse dia, nos Açores. O gabinete adianta, contudo, que o Governo fará representar-se no debate.

Nesta segunda-feira, Azeredo Lopes, através do seu gabinete, já tinha mostrado disponibilidade para ser ouvido no Parlamento, caso tal fosse requerido.