Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

António Costa não tem dúvidas de que lesados do Banif foram aldrabados

De visita ao Funchal para a apresentação da candidatura de Paulo Cafofo à câmara da capital madeirense, o secretário-geral do PS fez questão de falar com um grupo de lesados do Banif que exigia uma solução para as poupanças perdidas. São “pessoas honestas que confiaram num sistema que as aldrabou”, disse António Costa

Marta Caires

Jornalista

"Estamos perante uma situação de pessoas honestas que confiaram num sistema que as aldrabou". Esta é a opinião do primeiro-ministro sobre a questão dos lesados do Banif e foi o que disse à meia centena de antigos clientes do banco que o esperavam no Funchal. António Costa veio à Madeira na qualidade de secretário-geral do PS e para apresentar a candidatura da coligação Comfiança à Câmara da capital madeirense.

O primeiro ministro fez questão de falar logo com o grupo de lesados que, mais uma vez, exigia uma solução para as poupanças que perderam quando o Banif foi vendido ao Santander no fim de 2015. Os lesados tinham cartazes e apitos e tinham prometido fazer uma manifestação ruidosa, mas o primeiro ministro tentou acalmar os ânimos e explicou que uma coisa é a opinião que tem outra coisa são os trâmites legais necessários para resolver o caso.

António Costa lembrou que, no caso do BES, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM) tinham já se pronunciado sobre as práticas incorrectas na venda do papel comercial do banco. No caso do Banif só agora deram entrada na CMVM as queixas dos antigos clientes. No caso serão já mais de 800. Além disso, falta ainda a Assembleia da República votar a petição apresentada pela associação que representa os lesados do antigo banco interenacional do Funchal.

António Costa fez questão de sublinhar que a ansiedade dos lesados do Banif não é menor que as dos lesados do BES. Na verdade, deixou claro, os lesados são "pessoas honestas que confiaram num sistema que as aldrabou". No entanto, realçou, Portugal tem separação de poderes e não basta a opinião do primeiro-ministro para se resolver o assunto.

Costa pediu ainda calma, garantiu que o assunto não está esquecido. Posto isto, o secretário-geral do PS seguiu para a apresentação da candidatura de Paulo Cafofo à câmara do Funchal.