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António Costa: descentralização "será a grande reforma do Estado”

OLIVIER HOSLET / EPA

António Costa reafirmou este domingo em Vila do Conde a importância da descentralização de competências para os municípios.

O secretário-geral do PS, António Costa, reafirmou este domingo a importância da descentralização de competências para os municípios, sublinhando que “tem de ser um marco do próximo mandato autárquico”.

Costa encerrou a sessão de apresentação do candidato socialista (António Caetano) à Câmara de Vila do Conde, um dos concelhos problemáticos para o PS no distrito do Porto: a atual presidente socialista, Elisa Ferraz, concorre como independente.

Afirmando que “Portugal está melhor, mas pode estar e tem de estar melhor”, Costa salientou ser fundamental a ação do Governo, mas também dos municípios e das freguesias, e considerou que a descentralização de competências é “aquela que será mesmo a grande reforma do Estado”. E prometeu reforçar “as competências e os meios” ao poder local, porque, “se essas competências e esses meios estiverem mais próximo das pessoas, com maior eficiência esses problemas serão resolvidos”.

Recordar Fernando Gomes e Mário de Almeida

No seu discurso, o secretário-geral do PS enalteceu o trabalho desenvolvido pelo partido no concelho ao longo dos últimos 40 anos, afirmando que o PS “tem uma relação única com Vila do Conde”, concelho onde “as lideranças socialistas marcaram o desenvolvimento democrático”.

Costa tem "muito orgulho do legado socialista e trabalho autárquico de Vila do Conde". Porque de Vila do Conde saíram "o melhor presidente que a Câmara do Porto teve, Fernando Gomes" e um dos melhores, presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Mário Almeida”.

Falhar à primeira, acertar à segunda

Mário Almeida, autarca histórico do concelho e mandatário do candidato do PS, teceu críticas no seu discurso, sem nunca referir o seu nome, à atual presidente da autarquia, Elisa Ferraz, eleita pelo PS nas autárquicas de 2013 que, depois de ver o seu nome ser recusado pela concelhia decidiu avançar como independente.

"É bom que quando a gente não acerta à primeira, vá procurar acertar à segunda”, comentou Mário Almeida. "Temos dito não, a quem queria liderar a candidatura do PS. Liderar para matar, não. Quando conseguimos dizer não, ganhamos o respeito das pessoas”, acrescentou..

O ex-autarca defende António Costa de recentes críticas da oposição: “Quando se acusa quem faz uma semana de férias é porque não se tem mais nada para dizer”, disse.