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Mesquita Nunes acusa Ferro Rodrigues de ter quebrado o princípio da separação de poderes

josé carlos carvalho

Em causa estão as declarações em que o presidente da Assembleia da República questionou a legitimidade e oportunidade de o Ministério Público ter constituído como arguidos três secretários de Estado que aceitaram o convite da Galp para assistirem a jogos do Euro 2016

O vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes acusa o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, de ter quebrado o princípio da separação de poderes com as declarações prestadas à TSF em que questiona a legitimidade e oportunidade do Ministério Público ter constituído como arguidos os três secretários de Estado que saíram do governo na sequência do Galpgate - Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira.

No entender do dirigente centrista e atual candidato do partido à autarquia da Covilhã, apesar de as declarações terem sido prestadas por Ferro Rodrigues a título pessoal, constituem uma “quebra objetiva do princípio da separação de poderes”. “Era preferível que não se escudasse em opiniões pessoais expressas na entrevista”, afirma Mesquita Nunes ao Expresso, complementado as publicações que efetuara Twitter sobre o caso.

Ferro Rodigues afirmara à TSF que o caso é “totalmente absurdo”, considerando que o convite efetuado pela empresa que patrocinava a seleção nacional de futebol “não configura um crime”. Acrescentando ainda: “Porque é que passado um ano há agora esta situação de serem constituídos arguidos? É um mistério da justiça portuguesa”.

Mesquita Nunes optou por não indicar ao Expresso qual o seu entendimento sobre o processo instaurado aos três ex-secretários de Estado, frisando que a sua tomada de posição é apenas relativa ao facto de o presidente da Assembleia da República ter efetuado comentários sobre processos em curso. “Independentemente da opinião que cada um possa ter sobre a oportunidade do processo, o que está em causa é a quebra do princípio da separação de poderes”, afirma.