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Política

Governo escolhe Porto para a Agência do Medicamento

O Expresso apurou que Lisboa será preterida em função do Porto e que a decisão será oficializada na próxima hora

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Está tomada a decisão: depois de um processo polémico, com avanços e recuos, o Porto é a escolha do Governo para Portugal se candidatar à Agência Europeia do Medicamento, instituição que mudará de cidade devido ao Brexit.

Depois de Lisboa ter sido a única candidata nacional, e de o Governo voltar atrás, reabrindo o processo de forma a incluir o Porto, a decisão final está tomada, com Portugal a ter de apresentar até ao final deste mês a cadidatura oficial da cidade nortenha.

O processo em torno da escolha do Porto foi motivo de polémica entre o candidato socialista à autarquia, Manuel Pizarro, e o atual presidente da câmara, Rui Moreira, com Pizarro a ver chumbada a criação de um grupo de trabalho autónomo para preparar a candidatura alternativa a Lisboa.

Rui Moreira estava confiante, tendo chegado a afirmar que “o Porto tem uma candidatura musculada” para acolher a sede da EMA, assente num dossiê bem sustentado pela Comissão liderada pelo médico e ex-administrador da EMA Eurico Castro Alves e por Ricardo Valente.

Uma confiança justificada “não só por cumprir todos as condições e critérios exigidos a nível europeu, mas por cumprir o requisito de dispersão territorial”, que fragiliza Lisboa por já ser sede de duas agências europeias”.

Para albergar a EMA, o Porto candidatou seis possíveis edifícios, menos um do que Lisboa, em três pontos da cidade: Baixa, Boavista e campus universitário da Asprela.