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Jerónimo de Sousa: “Défice principal continua a ser o da produção”

Luís Barra

Para o PCP, as notícias sobre a descida do défice não chegam. A ideia foi defendida pelo líder comunista no Parlamento, onde pediu a rutura com as instituições europeias

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, declarou esta tarde que "o défice principal continua a ser o da produção". Dirigindo-se ao Parlamento para o debate do Estado da Nação, o líder comunista assegurou que o seu partido "valoriza tudo o que foi alcançado" desde que o Governo socialista tomou posse, mas sublinhou que é preciso "ir mais longe".

Para Jerónimo de Sousa, o Executivo deve "romper" com a "política de direita" que diz ter "arrastado, durante décadas, a situação nacional", e que culpa mesmo pelo roubo de material militar em Tancos e pela gravidade dos incêndios de Pedrógão. "Foram décadas e décadas de políticas de direita com consequências graves. Os trágicos acontecimentos de Tancos e Pedrógão confirmam consequências dramáticas" de uma política que acusa de ter deixado "o mundo rural ao abandono".

A outra rutura que o secretário-geral comunista exige, e que Costa diz "não poder acompanhar", é com as instituições europeias: "Somos nós, como povo, que temos de determinar a nossa vida. É preciso enfrentar os constrangimentos que continuam a impedir o desenvolvimento do país", concluiu.