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Política

Carlos César: “Sete cartazes do CDS para o ecoponto”

Carlos César, presidente do PS

Marcos Borga

O presidente do grupo parlamentar do PS recuperou os indicadores que Assunção Cristas trouxe ao Parlamento há um ano em sete cartazes diferentes, para concluir que afinal o balanço a fazer do país hoje é melhor

Carlos César fez um balanço do país no último ano para lembrar os indicadores económicos e sociais que melhoraram em Portugal, referindo que "o investimento subiu, o emprego aumentou, o crescimento é uma constante na economia e o valor do défice é saudado por todas as instituições europeias".

Na sua intervenção no debate do Estado da Nação, esta quarta-feira, o socialista lembrou os sete cartazes, com sete indicadores, que Assunção Cristas trouxe ao Parlamento há um ano para criticar o Governo, concluindo: "Sete cartazes do CDS para o ecoponto".

O presidente do grupo parlamentar do PS, que foi aplaudido de pé pela bancada socialista no final da sua intervenção, listou os sete indicadores, entre os quais estava também a confiança dos consumidores e os impostos, para provar que o que o CDS estimava não aconteceu.

"Sabemos que os êxitos que alcançámos não nos devem desviar da atenção e da necessidade de desenvolvermos a nossa ação com humildade", afirmou César. Sobre o desafios que ainda estão pela frente, referiu o "robustecimento do sector bancário", a "melhoria da eficiência no sector judiciário" ou a descentralização.

A reforma florestal é outro dos pontos referidos, enquanto "instrumento estrutural essencial para conter a prazo a incidência e dimensão dos fogos".

Carlos César disse ainda que o atual Governo conseguiu inverter "ou pelo menos conter" a "espiral de desinvestimento em serviços e sistemas públicos".

"É bom lembrar que, por exemplo, entre 2010 e 2015, a despesa total com o sector da Defesa baixou 1,6 mil milhões de euros, a Proteção Civil sofreu uma quebra no investimento de perto de 50% e que, com o governo PSD/CDS, houve uma diminuição em perto de 3 mil milhões de euros na despesa pública com a Educação e de 2,1 mil milhões de euros na Saúde".

Carlos César reitera que, "sem quaisquer cativações", o Governo disponibilizou mais verbas para a Lei de Programação Militar, para a Proteção Civil e para as escolas e unidades de saúde.