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Política

Bloco de Esquerda quer garantias do Governo para o próximo Orçamento do Estado

Luís Barra

Costa garantiu a Catarina Martins a subida do salário mínimo logo no primeiro mês de 2018, mas não especificou se a meta dos 580 euros será cumprida

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, pediu ao Governo garantias sobre o cumprimento das medidas que constam do acordo assinado com o Partido Socialista. Falando no Parlamento durante o debate do Estado da Nação, a bloquista centrou a sua intervenção em assegurar que as medidas económicas acordadas farão parte do próximo Orçamento do Estado.

Depois de enfatizar o crescimento económico do país e acusar a direita de se "pôr em bicos dos pés para chamar a si os bons resultados", Catarina Martins dirigiu várias perguntas ao Governo e exigiu o cumprimento das promessas na parte económica e laboral.

"Quando é que quem começou a trabalhar criança e já fez 60 anos se vai reformar sem penalizações? Quando será cumprida a promessa?", questionou, lembrando que o prazo limite para a medida acaba neste mês de julho.

Reconhecendo as "fragilidades no Estado que as últimas semanas mostraram", Catarina Martins exigiu ao Governo "discutir o défice escondido que é o atraso do país", acrescentando que os acordos de incidência parlamentar que os partidos mais à esquerda assinaram com o PS "foram um passo importante, mas não estão ultrapassadas as dificuldades".

Em relação a esses acordos, a líder bloquista lembrou que o Governo terá de cumprir várias medidas para garantir que as promessas são cumpridas – a subida do salário mínimo social para 580 euros em janeiro e 600 euros em 2019, a reversão das medidas laborais adotadas nos tempos da troika e a garantia da progressividade do IRS, para reverter "a injustiça fiscal" que atribui à direita.

Em resposta à coordenadora do Bloco de Esquerda, Costa garantiu que todas as medidas citadas serão cumpridas dentro dos prazos, a começar já este mês pelas reformas sem penalização para quem tem "longas carreiras contributivas" e incluindo a subida do salário mínimo nacional em janeiro.