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Mourinho Félix sobre CGD: é preciso apurar “eventuais imparidades não declaradas no passado”

Luís Barra

Secretário de Estados adjunto e das Finanças acredita que levantamento recente sobre imparidades na Caixa Geral de Depósitos foi rigoroso, mas não descarta “ocultação de informação” no passado

Ricardo Mourinho Félix diz que é preciso apurar "as questões que tenham a ver com o passado e que tenham a ver com eventuais imparidades não declaradas" na Caixa Geral de Depósitos, caso estas tenham mesmo existido.

"É preciso apurar, ver o que é que o Ministério Público de facto encontrou, e seguir o caminho que tem de ser seguido se houver ocultação de informação", disse, a propósito das suspeitas do Ministério Público sobre a "ocultação deliberada" de imparidades no banco público.

O jornal online Observador e outros meios de comunicação social dão hoje conta de que o Ministério Público suspeita de crime de gestão danosa na CGD, em que créditos por pagar podem - num "ato deliberado" - não ter sido registados como imparidades.

Questionado sobre se estas suspeitas podem levar a uma revisão em alta dos valores conhecidos das imparidades, o Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, diz apenas que confia no trabalho feito pelas recentes administrações da Caixa.

"Foi feito um trabalho de grande detalhe pela equipe do dr. António Domingues e depois pela equipe do dr. Paulo Macedo no sentido de apurar exaustivamente as imparidades e, portanto, creio que elas foram apuradas com rigor", disse à saída da reunião do Eurogrupo, em Bruxelas