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Segunda demissão no Exército. Comandante das Forças Terrestres abandona o cargo

General Faria Menezes considera que Rovisco Duarte, chefe do Estado-Maior do Exército, “quebrou vínculo sagrado entre comandante e subordinados”

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O general Faria Menezes, atual comandante operacional das Forças Terrestres, vai apresentar, na próxima segunda-feira, a sua demissão ao chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte.

Este tenente-general explicou ao Expresso que a sua decisão não tem a ver com o facto de ter sido preterido para o cargo de vice-chefe de Estado-Maior do Exército, mas com a forma como o general Rovisco Duarte geriu o caso do furto de armamento militar em Tancos. “Com a exoneração dos cinco comandantes houve uma quebra do vínculo sagrado entre comandantes e subordinados. Por respeito aos princípios e valores que perfilho, vejo-me obrigado a pedir a exoneração como comandante das Forças Terrestres”, disse o general.

Tal como o comandante de Pessoal do Exército, José Antunes Calçada, também Faria Menezes ficou indignado pela forma como o CEME demitiu na praça pública, e em horário nobre, os cinco coronéis responsáveis pelas rondas nos paióis de Tancos que foram assaltados.

Recorde-se que Rovisco Duarte anunciou, no sábado passado, dia 1 de julho, que exonerava temporariamente os cinco coronéis para que estes não interferissem com a investigação.

Esta demissão de Faria Menezes segue-se à de José Antunes Calçada, que este sábado demitiu-se por “divergências inultrapassáveis” com o CEME.

O Exército tem quatro tenentes-generais, além do CEME: o vice-CEME, o comandante das Forças Terrestres, o Comandante do Pessoal e o comandante de Logística.