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Gabinete do PM perde diretor de comunicação

Mário São Vicente tinha sido nomeado em janeiro de 2016 e apresentou a demissão a 16 de junho. Quase ninguém dava por ele

Na exacta altura em que o Governo atravessa “o momento mais difícil” da legislatura - como esta semana admitiu o secretário de Estado Pedro Nuno Santos - o gabinete do primeiro-ministro ficou sem diretor de comunicação. A saída de Mário São Vicente foi anunciada formalmente à restante equipa, por email, na quinta-feira semana passada.

Mas, diz Vicente ao Expresso, a decisão estava tomada há algum tempo, e não teve, por isso, “nada a ver com a atual crise” que o Governo atravessa. Um cenário que, diz, fica evidente no facto de a sua demissão ter sido apresentada a António Costa “na sexta-feira anterior ao incêndio de Pedrógão Grande”. “Ou seja, não há qualquer relação entre a minha saída e o que se passou nestas últimas duas semanas”, garante.

Na origem da saída de Mário São Vicente - que antes de ingressar no Governo, em janeiro de 2016, era diretor de comunicação comercial do Millennium BCP - terá estado um convite para abraçar um novo projeto numa empresa, onde iniciará funções em agosto. E também a ideia de que tinha “chegado ao fim de um ciclo” nas suas funções no Governo socialista.

Apesar de ter o cargo de diretor de comunicação no gabinete do PM, as suas responsabilidades estavam sobretudo direcionadas para a vertente interna: planeamento da comunicação institucional do executivo, gestão de redes sociais ou organização de eventos de propaganda do Governo. A relação, porém, com os assessores de imprensa do Governo eram distantes.

Contactado pelo Expresso, o gabinete do PM não esteve disponível para comentar a saída de Mário São Vicente ou prestar informações sobre a sua eventual substituição.

(Notícia corrigida às 14h50 de sábado: Mário São Vicente não mantinha no Governo o mesmo ordenado que auferia no BCP)