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CDS acusa Costa de não justificar “confiança política” em Constança

Nuno André Ferreira

Assunção Cristas considera “uma resposta muito pequena” a que o primeiro-ministro deu ao CDS, reiterando a confiança na ministra da Administração Interna

O CDS considera que o primeiro-ministro não justificou as razões que o levam a manter a confiança política na ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. “O CDS entende que há confirmação do gabinete do primeiro-ministro de confiança pessoal e política na ministra da Administração Interna, porém não há justificação dessa confiança política”, afirmou Assunção Cristas em conferência de imprensa, esta quinta-feira, no Parlamento.

A três das 25 perguntas que o CDS fez ao primeiro-ministro, Costa deu “apenas” uma resposta, “em duas linhas lacónicas”, nas quais reitera a confiança na ministra, disse a líder centrista. “Isto é muito pouco. É uma resposta muito pequena para o que era necessário”, acrescentou.

Assunção Cristas considera que António Costa “não diz se houve ou não descoordenação política” e não dá as resposta que "permitiram explicar as razões da manutenção da confiança política”.

Considerando não haver nenhum “facto novo” que leve o CDS a mudar de posição, a líder centrista reafirma que o partido defende que tanto a ministra da Administração Interna como o ministro da Defesa (por causa do roubo das armas em Tancos) “não têm condições para se manterem nos seus cargos”.

A conferência de imprensa do CDS acontece esta quinta-feira, depois de terem recebido resposta do primeiro-ministro às 25 perguntas que tinham sido colocadas a 23 de junho, na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande.

[texto atualizado às 00h39]

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