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Parlamento refuta críticas de insegurança feitas por deputado do PS

Assembleia da República informa que o serviço de segurança envolve “70 a 75 agentes”, todas as pessoas que entram “são alvo de controlo” e garante que o mesmo acontece quanto ao acesso de veículos ao parque de estacionamento interior

O gabinete do secretário-geral da Assembleia da República (AR) afasta as críticas levantadas ao funcionamento do serviço de segurança do parlamento, garantindo que o acesso de pessoas e veículos é sempre controlado. “Em média, 70 a 75 agentes da GNR e PSP” estão envolvidos diariamente nesse serviço, esclarece.

Num artigo de opinião publicado na edição do jornal “Público” esta terça-feira, o socialista Ascenso Simões mostrava preocupação com a alegada falta de controlo nos acessos à AR.

“Não há segregação no ingresso, ninguém se identifica, de forma séria, à entrada, ninguém é barrado em áreas de segurança crescentes, ninguém se afirma responsável por tudo o que penetra e que sai, não há vigilância eletrónica interna, não há, sequer, uma proteção ao edifício digna”, escreveu.

É algo que o gabinete de Albino de Azevedo Soares refuta. Em resposta a várias questões colocadas pelo Expresso, é dito que “todas as pessoas que entram são alvo de um controlo de segurança”, tal como os volumes que eventualmente transportem: “São passados pelo aparelho de RX e, se necessário, procede-se a uma inspeção visual do interior dos mesmos”.

No caso dos veículos, e em relação ao parque de estacionamento de superfície, “o acesso e permanência são controlados por elementos do Serviço de Segurança, através da abordagem direta ao condutor, certificando-se que tem autorização para estacionar diariamente ou que consta da relação de veículos autorizados a estacionar, naquele dia e hora, em função da existência de um motivo que o justifique”.

Sobre o parque de estacionamento subterrâneo, o mesmo gabinete adianta que existe um sistema de cancela automática, que levanta mediante o reconhecimento eletrónico da matrícula do veículo”, sendo as entradas “também permanentemente controlada pela presença de dois elementos do Serviço de Segurança”, além de existirem “23 câmaras de vigilância cujas imagens são permanentemente monitorizadas”.