Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Santos Silva diz que ministros da Defesa e da Administração Interna “estão à altura do Governo”

ALBERTO FRIAS

Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que é preciso “conhecer em primeiro lugar o que se passou” na tragédia de Pedrógão Grande e no roubo de armas em Tancos

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defende que o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, "estão à altura do atual Governo" e rejeitou a ideia de que devem ser substituídos na sequência do roubo de armas em Tancos e da tragédia de Pedrógão Grande.

Em entrevista à RTP2 na segunda-feira à noite, o ministro que está a substituir o Primeiro Ministro - ausente de férias no estrangeiro) - assumiu que "o infeliz acontecimento de Pedrógão Grande e agora este ataque a instalações militares e este roubo de material de guerra, são acontecimentos muito graves". "E nós necessitamos de conhecer em primeiro lugar o que se passou. Por isso decorrem os inquéritos respetivos, seja ao nível judicial, conduzidos pelo Ministério Público e Polícia Judiciária, seja ao nível administrativo e também em sede da autoridade militar, no caso do exército", argumentou, quando confrontado com a possibilidade de Azeredo Lopes e Constança Urbano de Sousa serem demitidos.

Confrontado com o facto de este mesmo Governo ter perdido um ministro da Cultura (João Soares) por ter ameaçado dar bofetadas a colunistas e estes ministros se manterem em funções perante situações de maior gravidade, Augusto Santos Silva insistiu que “ser responsável é não hesitar perante a identificação de eventuais erros, assacar eventuais responsabilidades, tentar recuperar o material roubado no caso de Tancos, reconstruir o que ficou destruído na caso de Pedrógão Grande” . “No fim cá estaremos para verificar o que é que de errado se passou, para corrigir erros se for necessário corrigi-los e para evitar, que é essa a nossa obrigação essencial, que casos desses se repitam. Porque não podem repetir-se”, reforçou.

Em relação ao protesto de chefias militares agendado para amanhã junto ao Palácio de Belém, Augusto Santos Silva sublinhou que “é preciso ter cuidado quando se fala das Forças Armadas", porque "quem fala em nome das Forças Armadas é o Comandante Supremo das Forças Armadas, que é o Presidente da República”. A esse propósito, de resto, Santos Silva disso aceitar como natural que os partidos da oposição peçam a demissão de políticos - "faz parte do jogo democrático" -, mas pediu que se mantenham as Forças Armadas "fora desse jogo político" porque "devemos esse respeito a essa instituição fundamental da nação portuguesa”.