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Parlamento aprova audições de Azeredo Lopes e Rovisco Duarte

Requerimentos de PSD e CDS para ouvir com urgência o Ministro da Defesa e o Chefe do Estado Maior do Exército foram aprovados por unanimidade na Comissão de Defesa Nacional. Audições sobre o desaparecimento de material de guerra de dois paiolins em Tancos decorrerão à porta aberta

Todos os partidos estão de acordo: o roubo de armas e munições militares em Tancos é "gravíssimo" e, como defendeu o deputado comunista António Filipe, é preciso garantir que se tomam todas as medidas possíveis para evitar que se repitam situações "enxovalhantes para as Forças Armadas e para o país". Por isso a Comissão de Defesa Nacional aprovou esta terça-feira por unanimidade os requerimentos de PSD e CDS para audições urgentes ao Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e ao Chefe do Estado Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte, para que sejam prestadas todas as explicações sobre o tema. Porque, como criticou o deputado do PSD Bruno Vitorino, as "dúvidas são maiores a cada dia que passa e os esclarecimentos são nulos".

Os partidos foram unânimes não apenas na necessidade de ouvir Azeredo Lopes e Rovisco Duarte, mas também na urgência destas audições, que deverão ocorrer ainda esta semana, caso exista disponibilidade de agenda do Ministro da Defesa e do CEME. No final da reunião, o presidente da Comissão, Marco António costa, especificou aos jornalistas que iria tentar que as audições decorressem já esta quarta e quinta-feiras.

A ordem das audições também mereceu acordo, devendo ser primeiro ouvido o CEME, na quarta-feira à tarde, por ser o responsável máximo pelas questões operacionais relacionadas com o assalto às armas em Tancos, e depois o Ministro da Defesa, na quinta-feira de manhã ou após o plenário, por ser o responsável máximo político.

Outro ponto que mereceu concordância foi a possibilidade de ambas as audições decorrerem à porta aberta - ou seja, com presença da comunicação social -, conforme o próprio Azeredo Lopes já tinha assumido estar disponível. No caso de algumas das informações que os deputados entendam como necessária para o cabal esclarecimento do incidente em Tancos ser considerada confidencial, poderá ser requerida a saída dos jornalistas para que essas informações sejam prestadas aos deputados.

Recorde-se que também esta tarde, o Presidente da República voltou a exigir "uma investigação total" sobre o roubo de material militar nos paióis de Tancos, "doa a quem doer e não deixando ninguém imune".

No final da audição, Marco António Costa lamentou também que até ao momento a Comissão de Defesa Nacional tenha recebido informação sobre este roubo apenas pela imprensa, o que considerou ser uma situação "um tanto ou quanto bizarra".