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‘Manif’ de oficiais. Presidente da comissão de Defesa apela à calma

Tiago Miranda

“Compreendo que haja da parte de muitos senhores oficiais das Forças Armadas um sentimento de alguma apreensão e até revolta” disse no parlamento Marco António Costa. E apelou para que “sejam contidas” todas as manifestações

O presidente da comissão parlamentar de Defesa Nacional disse esta terça-feira compreender a "revolta" sentida por "muitos oficiais" mas apelou para que "sejam contidas" todas as manifestações e que "se tomem cuidados" para não transmitir uma imagem de instabilidade.

"Compreendo que haja da parte de muitos senhores oficiais das Forças Armadas um sentimento de alguma apreensão e até revolta. Os acontecimentos têm-se sucedido sem uma explicação lógica entre si, mas o parlamento contribui sempre de forma serena e responsável para a manutenção de uma ordem institucional absolutamente impecável", afirmou.

Marco António Costa, deputado do PSD, respondia aos jornalistas no parlamento, no final da audição da comissão de Defesa Nacional, que aprovou as audições dos ministros da tutela, Azeredo Lopes, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, para prestarem esclarecimentos sobre o furto de material de guerra em Tancos.

Oficiais do Exército na reserva e na reforma estão a organizar um protesto simbólico para quarta-feira junto ao Palácio de Belém para manifestar solidariedade com os cinco comandantes afastados temporariamente, confirmou a Lusa.

Marco António Costa defendeu que "nunca se perca de vista que as Forças Armadas são um símbolo importante da unidade do Estado português", devendo-se "tomar todos os cuidados nas iniciativas, quer estejam no ativo quer estejam na reserva, de forma que não se transmita uma imagem de instabilidade".

"Peço por isso e apelo a que sejam contidas todas as manifestações, que se aguarde, que o senhor Presidente da República e o Governo conduzam com a responsabilidade institucional que cabe a cada um este assunto que é da máxima gravidade", disse.