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Política

BE defende responsabilização política após inquéritos em curso

O Bloco de Esquerda diz que é preciso apurar responsabilidades políticas no roubo de armamento de guerra em Tancos. Pedro Filipe Soares defende que as responsabilidades só podem ser apuradas quando terminarem os inquéritos em curso

O Bloco de Esquerda aguarda por "mais informações" e pela audição do ministro da Defesa sobre o furto de armas em Tancos para ter uma "opinião mais fechada" sobre responsabilidades políticas, disse esta terça-feira o líder parlamentar.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, Pedro Filipe Soares afirmou que o que aconteceu "foi extremamente grave, há responsabilidades políticas que devem ser retiradas deste processo", mas aguarda "mais informação para avaliar".

"Aguardamos pelos esclarecimentos do ministro da Defesa, em comissão, para poder depois formular opinião mais fechada sobre as responsabilidades políticas", acrescentou.

Os bloquistas, segundo Pedro Filipe Soares, querem que tanto o inquérito do Governo como do Ministério Público, anunciado esta terça-feira, sejam rápidos e que todas as hipóteses devem ser "equacionadas e investigadas".

"Não deixaremos nenhuma responsabilidade por assacar", prometeu o líder parlamentar do BE.

O Bloco vê com naturalidade as iniciativas do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como Comandante Supremo das Forças Armadas, dado que "nenhum dos titulares dos órgãos de soberania fica indiferente ao que acontece", acrescentou.

Pedro Filipe Soares afirmou ainda aguardar para ver o resultado o conjunto de reuniões internas, esperando ainda que se concluam tanto a investigação do Ministério Público como do Governo, que "tem a obrigação de garantir que chegue rapidamente ao fim"

"Depois de a verdade ser alcançada assacaremos a responsabilidades devidas", prometeu.

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada na quarta-feira ao final do dia a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

A Comissão de Defesa aprovou esta terça-feira a audição do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, ainda sem data marcada, além do Chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte.