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Política

Roubo em Tancos: ministro da Defesa disponível para audição parlamentar à porta aberta

António Pedro Ferreira

Fontes da Defesa Nacional sublinham que Azeredo Lopes entende que a audição deve ser à porta aberta por uma questão de transparência

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, está disponível para ir à comissão parlamentar prestar esclarecimentos sobre o furto em Tancos e vai propor que a audição seja aberta, disseram à Lusa fontes da Defesa.

Os requerimentos do PSD e do CDS-PP para chamar ao parlamento Azeredo Lopes vão ser discutidos na reunião de terça-feira da comissão de Defesa, sendo que a iniciativa dos sociais-democratas solicita que a audição seja à porta fechada.

Contactadas pela Lusa, fontes da Defesa Nacional sublinharam que o ministro da tutela já se manifestou "absolutamente disponível" para ir ao parlamento mas entende que a audição deve ser à porta aberta por uma questão de transparência.

Além da reunião com Azeredo Lopes, o PSD requereu também a audição do chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, também para ser ouvido à porta fechada.

O regulamento da comissão prevê que as reuniões "são públicas", admitindo-se que possa reunir à porta fechada "quando o caráter reservado das matérias a tratar o justifique".

No sábado, Azeredo Lopes disse aos jornalistas que assume "a responsabilidade política pelo simples facto de estar em funções" e disse que marcará presença na Assembleia da República para dar as explicações que os deputados entenderem.

Fontes parlamentares contactadas pela Lusa admitem que a audição possa realizar-se ainda esta semana.

PS, PCP e BE já afirmaram que viabilizarão os requerimentos.

O furto de material de guerra em paiolins dos Paióis Nacionais de Tancos foi detetado na quarta-feira ao final do dia. O Exército anunciou então que desapareceram granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

No domingo, o jornal espanhol El Español divulgou uma lista de armamento, que diz ser "o inventário definitivo" do material furtado, distribuída às forças antiterroristas europeias.

A lista publicada pelo jornal, não confirmada pelo Exército português, inclui 1.450 cartuchos de munição de nove milímetros, 18 granadas de gás lacrimogéneo e 150 granadas de mão ofensivas.