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Cristas fala em quebra grave da confiança nas instituições e pede audiência urgente a Marcelo

Luís Barra

A presidente do CDS-PP disse que é tempo do primeiro-ministro dar explicações sobre o furto em Tancos e sobre o grande incêndio de Pedrógão Grande. Amanhã o CDS será recebido em Belém depois de ter pedido uma audiência com carácter de urgência.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, pediu hoje ao primeiro-ministro que dê explicações aos portugueses sobre o furto de munições de guerra em Tancos e que apresente medidas para assegurar que tal não volta a acontecer.
"Creio que é altura do senhor primeiro-ministro dizer alguma coisa. Esta é uma situação muito grave do ponto de vista da segurança interna, que mina a confiança dos portugueses nas instituições do Estado e é também gravíssima do ponto de vista externo, da credibilidade externa do Governo português e de Portugal", sustentou.

O CDS pediu também uma audiência com carácter de urgência com o Presidente da República para falar sobre "quebra grave da confiança nas instituições do Estado". Marcelo recebe Critas amanhã.


À entrada para a apresentação do candidato centrista de Nelas às próximas Autárquicas, Assunção Cristas sublinhou que os portugueses estão à espera que António Costa se pronuncie sobre este assunto e que venha dizer que medidas estão a ser tomadas.
"Dizer que responsabilidades o Governo assume e que consequências é que daí retira para garantir que isto não volta a acontecer", acrescentou.
No seu entender, o primeiro-ministro coordena o Governo e tem a responsabilidade de dar tranquilidade "para dentro e para fora".
"Tem de vir falar aos portugueses e de vir falar aos nossos parceiros internacionais, que olham para Portugal e veem um país que não foi capaz de lidar com esta situação que é gravíssima. De hoje para amanhã, não sabemos onde estarão as armas, estarão em conflitos em África, estarão a ser utilizadas ou pensadas para atos de terrorismo, não sabemos", apontou.
Aos jornalistas, a líder centrista disse que ainda há poucos meses também existiu um furto de armas, numa referência ao roubo de pistolas da PSP.
"É impressionante a degradação da confiança nas instituições que tratam da nossa segurança e da nossa defesa. Isto é atacar os alicerces de um estado soberano e de direito e isso é preocupante", alegou.

Faltam respostas firmes sobre incêndio de Pedrogão

Cristas não ficou por aqui e sobre o incêndio em Pedrogão Grande realçou que "fez ontem (sábado) 15 dias que esse incêndio ocorreu e, mais uma vez, nós não vemos respostas firmes, respostas consistentes. O que vemos é, de facto, uma grande cacofonia nesta matéria, que mina a confiança que todos nós portugueses temos de ter nas instituições, que servem também para garantir a nossa segurança e proteção", sustentou a líder do CDS/PP.
"As perguntas foram feitas ao senhor primeiro-ministro, pois é ele que no limite coordena toda a administração pública, é ele que tem de enviar-nos uma resposta consistente, porque nós também o ouvimos dizer que era uma causa natural", referiu.
No seu entender, se agora se verificar que o incêndio não teve causas naturais na sua origem, esse apuramento será feito pela comissão técnica independente.
"Mas, isso não obsta que haja uma responsabilidade política e que [o primeiro-ministro] nos diga alguma coisa sobre todos estes organismos ou sobre as versões de todos estes organismos, que no limite estão todos debaixo da tutela do Governo e do primeiro-ministro", concluiu.