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Rui Moreira pesca nas águas do PSD e PS

Rui Duarte Silva

Nuno Lemos, militante do PSD, é um dos nomes que irá integrar as listas do candidato independente

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Depois de em 2013 ter desviado dois militantes laranja para o movimento independente “Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido”, o presidente da Câmara do Porto, que hoje oficializa a sua recandidatura às autárquicas de 1 de outubro, volta a conquistar um militante do PSD para as suas listas. Nuno Lemos, administrador da Porto Lazer, vai abandonar o PSD para integrar, em lugar elegível, a lista à Câmara, seguindo as pisadas de Luís Valente de Oliveira, que já aceitou de novo ser o mandatário da candidatura de Moreira.

Este sábado à tarde, nos jardins do Palácio de Cristal, Rui Moreira vai anunciar a composição integral das listas para a vereação, Assembleia Municipal, onde se mantém como candidato à liderança Miguel Pereira Leite, e para as sete juntas de freguesias, cinco das quais ganhas pelos independentes. Pedro Baganha, simpatizante socialista sem cartão, é o convidado de Moreira para vereador do Urbanismo, ex-adjunto do pelouro liderado por Manuel Correia Fernandes, eleito pelo PS e parceiro da coligação até ao divórcio autárquico de 5 de maio. Arquiteto de profissão, Baganha é ainda presidente do Conselho de Administração da empresa Municipal GOP (Gestão de Obras Públicas).

Ao lado de Rui Moreira continuam Cristina Pimental, vereadora da Mobilidade, filha do antigo vice presidente socialista da Câmara do Porto, Armando Pimental, e Filipe Araújo, detentor do pelouro da Inovação e Ambiente, ex-dissidente laranja. De fora, fica Guilhermina Rego, outra ex-militante do PSD, que, segundo Nuno Santos, adjunto da presidência, pediu para sair. A nº2 da autarquia é apontada à administração da APDL (Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo). Além da oficialização de candidatura, o movimento inicia hoje a recolha de assinaturas indispensáveis à corrida dos movimentos independentes, tendo Rui Moreira que a ação fosse lançada a par das listas com todos os nomes. A sede de campanha permanece na Avenida dos Aliados, mas do lado contrário da via de 2013, tal como a do vizinho Manuel Pizarro, que, quinta-feira, inaugurou a sua sede, quatro dias depois do lançamento de outdoors com o mote "Fazer pelos Dois. Pelo Porto e Pelos Portuenses.".

Na equipa refrescada, só um dos vereadores não é sub-50, sendo o pelouro da Cultura assumido por Rui Moreira. Embora vá privilegiar os pilares basilares do governo de há quatro anos - Cultura, Coesão Social e Economia -, o maior desígnio para 2017/21, caso vença as eleições, será a aposta na sustentabilidade da cidade, a "pagar o preço do sucesso na pressão imobiliária, falta e subida de preços na habitação". Para minorar os efeitos da pressão turística, o autarca promete novas políticas de habitação viradas para as classes média e média-baixa no centro histórico, a implementar com os proveitos da taxa turística, a decidir já na próxima semana, e deverá ser de 2 euros. As contas à moda do Porto é outro dos pontos de honra, meta que Rui Moreira defende "não pode ser descurara" e razão pela qual se opôs à proposta redução da taxa IMI da vereação do PS de 0,324% para 0,3%, chumbada duas semanas após a rutura da coligação.