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CDS acusa Governo de fazer ataque à propriedade privada, Governo desdramatiza

A acusação foi feita pela deputada centrista Patrícia Fonseca durante a interpelação do Partido Ecologista "Os Verdes", no parlamento, que criticou o noticiado acordo entre o BE e Governo

O CDS acusou esta sexta-feira o Governo de lançar o "mais grave ataque à propriedade privada desde a reforma agrária" ao admitir o arrendamento compulsivo de terrenos no acordo com o Bloco de Esquerda (BE) na reforma florestal.

A acusação foi feita pela deputada centrista Patrícia Fonseca durante a interpelação do Partido Ecologista "Os Verdes", no parlamento, que criticou o noticiado acordo entre o BE e Governo.

"É o mais grave ataque à propriedade privada desde a Reforma Agrária", iniciada no período pós-revolucionário, em 1975.

Na resposta, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, elogiou a "postura construtiva" do CDS e admitiu que o acordo com o Bloco tem ainda de "ser burilado" e desdramatizou a acusação, dando um exemplo.

O arrendamento compulsivo aplicar-se-ia se, por exemplo, num terreno com 1.000 hectares, se dois ou três proprietários se recusarem a fazer a limpeza da floresta.

Na quinta-feira, o deputado do BE Pedro Soares anunciou que os bloquistas chegaram a acordo com o Governo em matérias da reforma florestal, que passam pela revogação da "lei de liberalização do eucalipto" e pelo "arrendamento compulsivo de terras abandonadas".

De acordo com Pedro Soares, que no parlamento confirmou aos jornalistas a notícia avançada pela TSF, há condições para aprovar nova legislação florestal "até ao final da sessão legislativa": "O país exige que haja esse esforço da Assembleia da República."