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Azeredo Lopes sobre o roubo em Tancos: “Não é a maior quebra de segurança do século”

Ministro da Defesa reconhece que o roubo de material de guerra em Tancos é de “extrema gravidade”, mas garante que não corresponde à maior quebra de segurança do século. “Há quebras e falhas de segurança muito superiores”

Azeredo Lopes anunciou esta sexta-feira na SIC que vai solicitar na sequência do roubo de material de guerra em Tancos um conjunto de inspeções a outras instalações militares sensíveis.

Sem “menosprezar minimamente a gravidade dos factos”, o ministro da Defesa garantiu que o caso não corresponde à maior quebra de segurança do século, como defendeu o tenente-coronel João Paulo Alvelos, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.“Há quebras e falhas de segurança muito superiores. (...) Nem é preciso evocar os trágicos acontecimentos que têm varrido o continente”, insistiu, apontando para falhas ao nível militar e dos serviços de informação na Europa.

Reconhecendo que “não é admissível a falta de videovigilância” em Tancos, Azeredo Lopes disse não ter tido conhecimento daquela falha em específico. “Por muito estranho que possa parecer o ministro da Defesa Nacional não sabe se há falta vigilância em Tancos, aloca ao Exército a tarefa de manter a segurança no local.”

O ministro frisou contudo que já estava prevista a disponibilização de verbas em 2018 para corrigir essas situações. “Está prevista uma verba já alocada de 95 mil euros na Lei de Programação Militar. Estamos a falar de um plano que tem um sistema integrado de videovigilância do Exército que foi elaborado e que vai estar concluído em 2018 e que visa reparar no fundo as deficiências que foram detetadas neste domínio”, acrescentou.

Azeredo Lopes explicou ainda que o Exército reforçou imediatamente a vigilância nesses paióis com mais operacionais e pediu ao chefe do Estado Maior das Forças Armadas que avisasse os nossos aliados da UE e da Aliança Atlântica sobre o ocorrido. “Foi dita à NATO a verdade. Não podia ser de outra forma”, afiançou.

O Exército confirmou esta tarde em comunicado o roubo de material de guerra dos Paióis Nacionais de Tancos na quarta-feira. “Para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9mm, foram também detetadas as faltas de "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores”, pode ler-se no comunicado, que não adianta as quantidades do material furtado “para não investigar as investigações em curso”.