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Ministra da Administração Interna: “Aquela estrada devia ter sido cortada? Infelizmente não tenho a resposta a essa questão”

Marcos Borga

A ministra da Administração Interna, ouvida na Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, pede tempo para poder dar as respostas a todas as questões levantadas pela tragédia de Pedrógão

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Constança Urbano de Sousa está a ser ouvida na Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais sobre os trágicos incêndios de 17 de junho. A ministra da Administração Interna voltou a repetir perante os deputados o que já tinha dito em entrevistas a órgãos de comunicação social: que aquele foi “o momento mais difícil” da sua vida e que a sua demissão do cargo teria sido “muito mais fácil” do que manter-se no posto.

A responsável governamental insistiu na necessidade de se saber “que tipo de incêndio é este que se espalha em todas as direções como se fosse um tsunami?” e garante que está a tratar de obter “respostas objetivas, transparentes, ponderadas e sustentadas” sobre todas as dúvidas suscitadas pelo sucedido, mas pediu tempo para isso: “Desde a primeira hora que estamos a tentar perceber como tudo se passou. Mas esta é uma tarefa que demora o seu tempo”.

Elencando depois as diligências que já ordenou para o apuramento cabal de tudo o que se passou, referiu-se em particular à pergunta que toda a gente faz: “Aquela estrada deveria ter sido cortada? Infelizmente não tenho a resposta a essa questão”.