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Incêndios: fundo de solidariedade gerido com Misericórdias e autarquias atingidas 

MIGUEL A. LOPES / Lusa

Fundo financeiro de solidariedade criado pelo Governo para gerir os donativos recebidos na sequência da tragédia em Pedrógão Grande será gerido pelo Ministério da Solidariedade em articulação com representantes das autarquias e das Misericórdias das zonas atingidas

O fundo financeiro de solidariedade que o Governo criou para gerir os donativos recebidos na sequência da tragédia em Pedrógão Grande vai ser gerido pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em articulação com representantes das autarquias e das Misericórdias das zonas mais atingidas.

A informação foi avançada pelo ministro Adjunto Eduardo Cabrita, durante a audição parlamentar que está a decorrer esta quarta-feira na Comissão de Ambiente, Ordenamento, Descentralização, Poder Local e Habitação.

Questionado pela deputada Berta Cabral, do PSD, sobre se a gestão centralizada dos donativos por parte do Governo não era um contrassenso face ao processo de descentralização em curso, Cabrita explicou que "o fundo de solidariedade tem uma dimensão restrita de donativos de empresas" e que "não tem a ver com descentralização".

"[As empresas] dirigiram-se ao Governo a dizer que queriam apoiar. Uma conhecida empresa de móveis disse, por exemplo, que queria dar o mobiliário às famílias que perderam as casas. Outra empresa disse que queria dar os eletrodomésticos. É para isso que o fundo serve. E na estrutura de gestão participam as Misericórdias das áreas envolvidas, representantes de autarquias atingidas e o Ministério da Solidariedade", especificou Eduardo Cabrita.

O ministro Adjunto integrou este fundo em concreto numa "resposta que tem várias frentes no curto prazo" para acudir às vítimas dos fogos no pinhal interior. Nesse plano, garantiu que "serão mobilizados todos os instrumentos necessários" para ajudar à recuperação das zonas mais atingidas, nomeadamente "todos os apoios do Ministério da Agricultura" para fazer face às "plantações destruídas ou ao gado que perdeu alimentação", apoios para garantir que "todas as habitações destruídas serão recuperadas" e um levantamento "de danos a empresas, perda de equipamentos ou danos que ponham em causa a laboração e que possam afetar postos de trabalho".

"O Governo tem tido o total empenho na articulação com as populações e com os autarcas, quer na emergência, quer na presença do apoio na mobilização de todos os meios quando os fogos estavam ativos, quer na imediata promoção do levantamento dos danos objetivos a que é possível acorrer. O levantamento estará feito até final desta semana", disse, recordando também que o primeiro- ministro António Costa tem marcada para esta manhã uma reunião em Pedrógão Grande com os presidentes de câmara das zonas atingidas pelos fogos.