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Incêndios: PSD queixa-se de que não foi convidado para reunir com Costa

Marcos Borga

PSD diz que não foi convidado. Mas Governo garante que sim

O PSD qualificou hoje de incompreensível o facto de o partido não ter sido convidado para a ronda de reuniões com o primeiro-ministro sobre o pacote de medidas para a floresta. Mas à Lusa, fonte do gabinete de António Costa garantiu que o Governo convidou todos.

"Todos os partidos foram convidados da mesma forma para as reuniões internas de trabalho com o primeiro-ministro: Através de mensagens de telemóvel. Exceção feita ao PSD, todos os partidos responderam e estiveram presentes nas reuniões aqui em São Bento, que não constaram da agenda oficial do primeiro-ministro", acrescentou a mesma fonte.

“O PSD não recebeu qualquer convite”, afirmou o deputado Fernando Negrão aos jornalistas, no Parlamento, numa declaração em que criticou o Governo por ainda estar a pedir auditorias “quando já deveria estar a dar respostas”.

“É incompreensível”, disse Fernando Negrão, que o partido não tenha sido convidado, dado que o PSD “estaria disponível” para ir ao encontro.

Para o deputado do PSD, a ministra já deveria estar a dar respostas às dúvidas sobre o que aconteceu com os incêndios na zona Centro, na semana passada, numa altura em que se aproxima a fase mais perigosa dos incêndios, em julho e agosto.

A ministra da Administração Interna exigiu na segunda-feira um estudo independente ao funcionamento do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) e uma auditoria pela Inspeção-Geral da Administração Interna à Secretaria-Geral Administração Interna.

Em comunicado, com o título “MAI exige respostas rigorosas ao funcionamento do SIRESP”, é dito que Constança Urbano de Sousa determinou estes procedimentos às duas entidades após “informações de caráter técnico operacional coligidas” e tendo em conta que “foram reportados dificuldades na utilização” do SIRESP “no trágico incêndio de Pedrógão Grande”.

A auditoria por parte da IGAI deverá estar pronta no prazo de 30 dias.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro ordenou, num despacho, à titular da pasta da Administração Interna que providenciasse junto da secretaria-geral do seu ministério um "cabal esclarecimento" sobre as falhas ocorridas na rede SIRESP.

Este despacho surge na sequência da resposta da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) ao primeiro-ministro, assumindo as falhas na rede SIRESP, entre sábado e terça-feira [de 18 a 20 de junho], no teatro de operações de combate ao incêndio de Pedrógão Grande, mas alegando que foram supridas por "comunicações de redundância".

Os incêndios que deflagraram na região centro, há uma semana, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, consumiram 53 mil hectares e só foram dados como extintos no sábado.